Arena de Paio Pires
Festival Taurino de Beneficência a favor do Paio Pires Futebol Club
Cavaleiros:
Paulo Jorge Santos
João Ribeiro Telles
Salgueiro da Costa
Joaquim Brito Pais (praticante )
Espadas:
Manuel Dias Gomes
Diogo Peseiro (novilheiro )
Grupos de Forcados Amadores de Lisboa e Montijo capitaneados, respetivamente, por Pedro Maria Gomes e Ricardo Figueiredo
Ganadaria:
6 Novilhos – Toiros de José Pereira Palha
A comissão taurina de Paio Pires, encabeçada pela dupla António José Casaca e Nelson Lopes, meteu mãos à obra e montou um festival de luxo, a favor do Paio Pires Futebol Club, inicialmente anunciado para 7 de Abril, mas devido ao mau tempo, foi adiado em tempo oportuno, para o Domingo seguinte, 14 do corrente, com o mesmo cartel.
Apesar do critério posto na montagem do festejo, com toureio a cavalo e toureio a pé, o publico não correspondeu ao empenho da comissão taurina, preenchendo apenas um terço da lotação do moderno tauródromo de Paio Pires.
Os pupilos de José Pereira Palha, estavam bem apresentados, colaboraram na generalidade, permitindo a todos os artistas, explanar o seu labor e arte.
Paulo Jorge dos Santos, deu inicio à função, com dois ferros compridos, muda de montada e já com a ferragem curta, teve que porfiar bastante, para deixar a sua marca, uma vez que o adversário, cedo descaiu para tábuas, todavia, foi ao som da musica que deixou a ferragem da ordem, praticamente em sortes sesgadas, terminando com um ferro de palmo bem do agrado do conclave.
Em segundo lugar, saiu, João Ribeiro Telles, alegre na brega, criterioso na escolha dos terrenos, desenvolveu uma lide em crescendo. Poderoso, atacando em terrenos de compromisso , foram dele os melhores ferros da tarde, pena que o novilho de Palha, se apagasse, já no fim para que todo o labor tivesse um desfecho, condizente com o decorrer da lide.
Continuando, na parte equestre, o quinto da ordem foi lidado, pelo jovem Salgueiro da Costa. Começou bem com dois compridos de frente a deixar antever uma lide emotiva. Muda de montada e já ao som dos acordes da charanga, que abrilhantou o espetáculo, deixou quatro curtos de boa nota, numa lide que veio de mais a menos.
O jovem praticante, Joaquim Brito Paes, cavaleiro de dinastia, veio a Paio Pires, dizer que podem contar com ele, para funções de maior responsabilidade. Sóbrio na brega, decidido nas sortes, conquistou o publico com a sua alegria, especialmente na cravagem dos ferros curtos.
No que refere à atuação dos Grupos de Forcados em competição, pelos Amadores de Lisboa, que iniciaram a época de comemoração dos 75 Anos, foram solistas António Galamba, ao primeiro intento, vincando bem os tempos da sorte , deixando-se ver, carregando no momento certo e fechando-se com galhardia, bem secundado por todo o grupo. A Daniel Batalha, coube encerrar a função dos de Lisboa, citou de largo, aguentou a investida do murlaco e fechou-se com tenazes de aço, aguentando um forte derrote, até o grupo prontamente ajudar.
Pelos Amadores do Montijo, pegaram ambos os toiros ao primeiro intento, por intermédio de João Sobral e Ruben Pratas, corretamente ajudados, por todo o grupo.
Na parte apeada, a competição desenrolava-se entre o matador, Manuel Dias Gomes e o novilheiro, Diogo Peseiro.
Com matéria prima, que serviu na plenitude, de Manuel, retemos a plástica das verónicas iniciais e as várias séries de muletazos sentidos, em especial pelo lado direito.
O jovem Diogo, começou com destreza, no centro do ruedo com cingidas gaoneras , um excelente tercio de bandarilhas, onde ressaltou a facilidade já com a flanela rubra, andou um pouco à deriva deixando-se colher por algumas vezes, sem consequências de maior, no entanto mostrou sede de triunfo e ganas de vencer, assim a sorte o ajude.
Todos os intervenientes, cavaleiros, forcados, matador e novilheiro, foram agraciados com volta à arena, sendo o ganadero, chamado à praça, no quinto toiro.
E foi assim que terminou um festival de luxo, em que houve de tudo em especial, bom toureio, a pé e a cavalo, a que só faltou o público nas bancadas.
Paio Pires 14 de Abril de 2019
João Galamba










