Dia 6 de Outubro mais do que nunca!

Crónica

Faltam poucos dias para os portugueses votarem e escolherem a futura composição da Assembleia da República, bem como o futuro primeiro-ministro e consequentemente o futuro governo para os próximos quatro anos.

 

Este acto eleitoral assume, na minha opinião, maior importância do que qualquer outro anterior para os aficionados à tauromaquia.

 

Primeiramente, importa referir que, se é necessário combater a abstenção, é também importante que cada um de nós conheça minimamente os programas eleitorais e tenha a consciência das consequências que podem advir da opção tomada.

 

Se a primeira opção for ficar em casa e contribuir para a vitória da abstenção, sob pretexto de descrença na classe política ou que pouco muda independentemente da cor, não há nada de mais errado! Afinal, de que forma a democracia pode funcionar, se as pessoas se demitem da responsabilidade de votar?! A abstenção não faz qualquer pressão para que os partidos se renovem, nem incentiva a alternativas.

 

Se faz parte dos indecisos, segundo estudos científicos, o normal é que a maioria dos indecisos, a votarem, votem maioritariamente em quem vai “à frente”, e que pode ser, nas suas percepções, erradamente um quase vencedor antecipado. Considerando as sondagens, gostaria de recordar que o Partido Socialista de hoje, não é o PS dos moderados António Guterres, Jorge Sampaio, Jorge Coelho ou Jaime Gama, apenas para citar alguns. Tão pouco podemos associar os presidentes de câmara de terras aficionadas como Alcochete, Vila Franca de Xira, ou Coruche, entre outros, aos “cabecilhas” da equipa de António Costa.

 

O Partido Socialista foi conquistado por uma ala mais radical, que pouco se importa que haja pessoas que tenham gostos diferentes ou que simplesmente pensam diferente. O Partido Socialista de hoje confunde, com muita facilidade, maioria absoluta com poder absoluto.

 

Se, ao longo dos últimos quatro anos, foram vários os casos que fizeram as delícias da Comunicação Social e dos social media, como “familygate”, as “golas da Protecção Cívil” e “Tancos”, não quero imaginar num quadro de maioria absoluta.

 

Como tudo indica, felizmente, isso não acontecerá, pelo que o cenário mais provável será termos uma nova “Geringonça” à esquerda, com os acordos necessários para que António Costa governe com estabilidade.

 

Se com o PCP e com Jerónimo de Sousa, António Costa sabe com o que pode contar, porque independentemente da ideologia, o partido mantém a sua coerência e bandeiras deste há muito tempo, o mesmo não acontece com o BE de Catarina Martins e das manas Mortágua, que anseiam pelo poder. Não olham a meios para atingirem os seus fins, mesmo que em momentos delicados assobiem para o lado ou façam o papel do morto.

 

Mas o maior perigo para todos nós aficionados, vem do partido da “moda”. Nos últimos meses, não têm faltado exemplos de como os media em geral têm tratado o PAN, de forma quase igual (às vezes até superior) aos demais partidos. Seria caso para perguntar: se os partidos mais “pequenos” como o Chega, o IL, o Aliança ou o Livre, tivessem o mesmo tratamento teriam ou não outras condições para alcançarem outros resultados?

 

Mas enfim, como na vida política tudo é possível, a André Silva e ao PAN tem sido possível crescer sem que sejam conhecidas as linhas programáticas para o Desenvolvimento Social, a Economia, a Saúde e a Educação, temas pilares para a sociedade e para as PESSOAS. Afinal de contas, o que sabemos é que 480 medidas do PAN são aumentos de impostos e as restantes utilizam predominantemente os verbos “acabar” e “proibir” ou sinónimos destes.

 

Enumero apenas algumas: Acabar com a agricultura; Definir quotas para navios de Turismo; Acabar com os apoios à produção de carne e leite; pôr Fim ao comércio e exportação de produtos de caça; Legalizar o consumo pessoal de canábis não medicinal; permitir sessões semanais entre reclusos, condenados por crimes violentos, com as famílias das vítimas ou as próprias vítimas; e como não podia faltar, Proibir a transmissão televisiva de espectáculos tauromáquicos.

 

Pois bem, chegámos ao ponto central da questão. Considerando as últimas sondagens, não se tenha a mínima dúvida que o PAN fará parte da versão “Geringonça2019”. Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, deu o primeiro passo ao retirar a sinalética direccional da Praça de Toiros do Campo Pequeno, em Lisboa. António Costa piscou o olho a André Silva ao equacionar a eliminação dos pratos de carne nos jantares comício do PS. Certamente que, a partir de 6 de Outubro, teremos novas orientações proibicionistas.

 

Os sinais de alerta já soaram há muito tempo e a verdade é que temos andado adormecidos. Chegou, por isso, a hora de ter consciência. Se deixarmos as decisões nas mãos dos outros, não teremos certamente o futuro que desejamos.

 

No que diz respeito ao Distrito de Setúbal, o meu, e objectivamente ao meu partido – o CDS – está cada vez mais claro que em causa está a eleição de um deputado para o CDS (Nuno Magalhães) ou um deputado para o PAN. A escolha está entre ter a representante do IRA como deputada pelo PAN no Parlamento, que tem por hábito invadir propriedade privada, ou Nuno Magalhães que defende a agricultura, os agricultores e as tradições portuguesas.

Por isso transcrevo as palavras que um amigo me fez chegar:

“A macacada, que por aí anda, paulatinamente vai destruindo a nossa cultura e os nossos valores. Os ataques soezes à família (marido, mulher e filhos) e aos valores civilizacionais e culturais ocidentais foram o início. Uma decadência da sociedade que alguém colocará no sítio.”

 

Neste momento, mais do que nunca, os aficionados devem ter presente o seu dever, para que no local próprio possam defender o seu direito, liberdade cultural.

 

Eu votarei CDS, os meus amigos, espero que votem também em consciência mas, acima de tudo, espero que VOTEM!

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