Comemora hoje 55 a Tertúlia Tauromáquica Terceirense.
Tertúlia sitiada ao lado da Monumental de Angra de Heroísmo, com uma raiz taurina bastante vincada, à imagem de toda a Ilha Terceira.
Na pagina do Facebook, foi motivo de comunicação os 55 anos:
Parabéns! Hoje fazemos 55 anos.Costuma haver um pequeno convívio, com bolo e espumante, para os nossos sócios. Este ano por motivos óbvios, decidimos não o fazer. De qualquer modo, parabenizamos os sócios fundadores, que ainda nos acompanham, e os que infelizmente já cá não estão, através das suas famílias. Um abraço especial, para os sócios que todos os dias, frequentam a nossa sede, e para todos em geral, com a esperança que para o ano, o convívio deste dia, possa ser ainda melhor.
A história secular da afición aos toiros na Ilha Terceira, fez com que existisse a necessidade de promover a concentração de todos os interesses dispersos, numa instituição que pudesse unir todos na promoção da Festa dos Toiros e que fosse, também, local privilegiado para o encontro de todos quantos por ela se interessavam. Nesse sentido, retomou a ideia da fundação de uma tertúlia tauromáquica, o que constituiu tema de algumas conversas e algumas reuniões. Para que tal fosse possível, o ganadero José Albino Fernandes propôs a realização de uma ceia numa adega que possuía na zona norte da Ilha Terceira, mais propriamente na freguesia dos Biscoitos, para que foram convidados aficionados residentes em quase todas as freguesias desta ilha. No fim do repasto intervieram alguns dos promotores da ideia da criação da Tertúlia, tendo sido divulgado publicamente aquele propósito pela primeira vez. Pela reacção entusiástica, que a notícia causou, todos ficaram absolutamente convencidos que, daquela vez, estavam criadas as condições necessárias para que o projecto fosse avante.
Entretanto, um grupo de aficionados, composto pela Sra. Dona Maria João Ávila e pelos Srs. Henrique Barcelos e Manuel Machado Cota, ultimavam a elaboração dos estatutos. Estávamos a entrar numa fase crucial do processo, pois, naquele tempo, não era fácil conseguir a constituição legal de uma colectividade, dada a suspeição com que era encarado o aparecimento de novas associações.
Além de algumas “influências” junto do Governador Civil de então, havia a necessidade de que os estatutos a apresentar para a aprovação fossem subscritos por aficionados cuja idoneidade fosse indiscutível. Felizmente tal não foi difícil, sendo esse grupo de trinta e uma pessoas, que em 22 de Janeiro de 1966, assinou o pedido de aprovação dos estatutos, que passou a constituir o núcleo de sócios fundadores da Tertúlia.
Foram eles: José Albino Fernandes; Guilherme Manuel Areia Borges Cota; Manuel Machado Cota; Marcelo Borges Pamplona; João Luís Pamplona dos Reis; Henrique de Sousa Barcelos; Maria Alvarina Soares Fernandes; Maria João Azevedo Ávila; José de Castro Parreira Coelho; José Dinis Fernandes; Virgínio Barcelos da Silveira Bettencourt; Álvaro Inácio Gomes; Gaspar Baldaya do Rego Botelho; Frederico Manuel da Ponte Pacheco; Guilherme Pacheco do Canto Brum; Jorge Abreu de Castro Parreira; Alberto Carlos de Ornelas Ourique; Pedro Alberto Moniz Leal; Pedro de Alcântara Sodré de Areia; Rui do Valle; Luís Gaspar de Lima; Jacinto da Silva Soares; António Mendes Linhares; Fernando Ferreira de Ávila; Augusto Ferreira de Ávila; António Sodré de Areia Borges; Diogo Meneses Ávila; José Gabriel Dinis Toledo; Luís António de Borba; António da Fonseca Carvão e Câncio Mendes.
Pela Direcção da Tertúlia Tauromáquica Terceirense Thomé Bello de Castro














