Marcos, João e Canas vencem na velha Saluquia

Ontem dia 11 de Maio, Moura abriu a sua temporada 2019, com calor quase de canícula ao sol fazendo o publico procurar a sombra para assistir a uma tarde de toiros entretida, onde os toiros e forcados foram os grandes triunfadores da corrida.
Em disputa havia três troféus, ganhos justamente por Marcos Bastinhas, melhor par de bandarilhas, João Fortunato cabo dos amadores de São Manços melhor pega e a ganadaria Canas Vigouroux melhor lote de toiros.
Abriu a tarde Luís Rouxinol, executando uma lide ritmada, com bons detalhes de brega e com os ferros marca da casa, rematada com um bom par de bandarilhas, coisa que fizeram os três cavaleiros em praça por se tratar da “corrida dos pares de bandarilhas”, levando o troféu de melhor par o nome do saudoso Joaquim Bastinhas.
No seu segundo Rouxinol voltou a estar em bom plano mas sem “rebentar” de todo, lide agradável, onde se viu a experiência do cavaleiro de Pegões. Lide novamente rematada com um bom par de “palillos”.
Filipe Gonçalves, no seu primeiro teve uma lide de menos a mais, sempre muito comunicativo com o público e com vontade de agradar deixou bons ferros deixando dois pares de bandarilhas sendo o primeiro de melhor execução.
No quinto da tarde a fava da corrida Filipe andou esforçado diante de um toiro difícil que se adiantava no momento do ferro e tinha arreões de manso, mesmo assim houve ferros de muito mérito e com uma vontade enorme de agradar.
Marcos Bastinhas diante do terceiro da tarde teve uma lide intermitente, intercalando bons momentos com outros menos conseguidos mas rematou a lide com o par da tarde coisa que lhe valeu o prémio em disputa.
Com o sexto executou a lide mais redonda da tarde, mais templado diante do bravo Silva, Bastinhas cravou ferros com gosto e a gosto, fazendo vibrar o público de Moura.
No capitulo das pegas abriu praça enorme até dizer chega, João Rosmaninho dos Amadores de São Manços realizou uma grande pega a um Silva anunciado com 650kg. Mandão a recuar, toureiro a citar, fechou-se com braços de ferro e aguentou os violentos derrotes do toiro, sem nunca sair.
Também pelo grupo de São Manços João Fortunato esteve enorme, bonito no cite, devagar sem pressas, a interessar o toiro na sua figura “toureou” até que quis, chamou o toiro e este arrancou com pata, e o forcado caiu que nem uma lapa na cara do Canas e com o grupo a ajudar bem realizou a pega que o júri considerou a pega da tarde.
Carlos Mestre do grupo da terra realizou uma boa pega ao primeiro intento com o toiro a sair bem dos terrenos elegidos pelo cabo, com o forcado e grupo a fazerem tudo bem feito.
Valter Rico cabo do Real Grupo de Forcados de Moura à segunda tentativa esteve muito bem a recuar, mandando na investida, fechou-se de braços e pernas como mandam as regras e executou um pegão ao quinto toiro da tarde, aguentando derrotes com estoicismo e a decisão de não mais dali sair, apanágio dos grandes forcados.
Outra das grandes pegas da tarde foi realizada por Francisco Patanita dos Amadores de Beja, bem na cara do toiro, mandou na investida e com o grupo a ajudar bem pegou o terceiro da tarde.
Miguel Sampaio cabo dos Amadores de Beja fechou a tarde, com uma pega dura, emotiva, com o toiro a ter uma viagem longo e o grupo a ajudar nos tempos certos, o forcado da cara saiu visivelmente combalido.
Quanto aos toiros lidados nesta corrida três António Silva e três Canas Vigouroux todos eles de magnifica apresentação, quanto ao comportamento se refere os Canas foram mais homogéneos, tendo a ganadaria Silva o toiro mais bravo da corrida o sexto.
Foram júris desta corrida:
Melhor Ganadaria (Troféu Dr. Alberto Fernandes) – Rafael Vilhais, Rui Palma e José Maria Charraz
Melhor par de bandarilhas (Troféu Joaquim Bastinhas) – Rui Palma, António Ventura e Nuno Cabral
Melhor Pega – Paulo Pessoa de Carvalho, Janica e Florindo Ramalho
Dirigiu a corrida Agostinho Borges, assessorado pelo veterinário Matias Guilherme.

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