Miguel Ortega Cláudio
Ontem, a Praça de toiros de Elvas foi palco da sua tradicional corrida de São Mateus, praça cheia dentro das limitações impostas pela DGS.
Corrida comemorativa e de Festa para o grupo de forcados Acadêmicos de Elvas. Foi uma noite em que o grupo mostrou credenciais e triunfou em sua casa, assinalando o seu 20° aniversário.
Estavam anunciados seis toiros da ganadaria São Marcos, e foram seis “bonecos”. Bonitos, variados de capa, comodos de cara, gordos, baixos e reunidos. Quanto ao comportamento tiveram nobreza, foram fáceis aos quais faltou alguma casta e raça para chegarem mais às bancadas. Meteram a cara de maravilha nos capotes, indo largo e humilhados. Destaque para o nobre primeiro e quinto com mais raça que os irmãos.
Abriu a noite João Moura Jr. que desenhou uma bonita lide, bons ferros, boas preparações e remates com graça de toureiro grande. No quarto a lide veio de mais a menos, acabando quase a tirar água de um poço seco. Os compridos tiveram nota alta, os primeiros curtos fizeram pensar aos presentes que estaríamos novamente diante de uma lide daquelas à Moura mas o São Marcos veio a menos. O João bem tentou as Mourinas mas… rematou a lide com um bom ferro mas a lide acabou por não chegar a patamares de alto nível.
Marcos Bastinhas, jogava em casa diante de um público que o acarinha. Duas boas actuações, bons ferros, sempre interagindo com o público. No segundo foram vividos os momentos mais quentes da noite. Foi buscar o toiro à porta dos curros, cravou grandes compridos de praça a praça, rematando os mesmo com muita arte e toureria. Nos curtos manteve a mesma linha e o publico vibrou e que maneira com ferros de poder a poder, cheios de emoção e raça. Rematou a lide com um bom par de banderilhas.
Duarte Pinto, teve uma boa passagem pela cidade raiana, bem nos compridos, nos curtos tentou sempre realizar um toureio puro e de muita verdade. No primeiro os últimos curtos da lide foram de altos quilates. No sexto a fase de curtos foi redonda, com a verdade por diante, cravou de alto abaixo e ao estribo grandes ferros. Metendo o Duarte na lide a emoção que faltou ao toiro.
A noite era de Festa para o Acadêmicos, 20 anos de história de um grupo que têm levado o nome de Elvas, Alentejo e Portugal por essas praças fora, honrando o que é ser forcado e português. Parabéns!
Abriu praça o cabo Luis Machado à terceira tentativa, num toiro com pouca cara dificultado o momento da reunião. Mesmo asssim a pega teve virtudes , o Luís esteve bem e o grupo ajudou com coesão.
João Pedro Restolho à segunda tentativa, também este toiro com pouca cara não facilitou a vida ao cara no momento da reunião mas a técnica resolveu o problema ao segundo intento.
Paulo Maurício à primeira tentativa numa boa pega.
Roberto Ameixa à primeira tentativa também numa valorosa pega.
Antonio Machado numa grande pega ao primeiro intento.
Fechou a noite Tomás Silva bem à primeira tentativa.
Dirigiu a corrida Agostinho Borges assessorado pelo médico veterinário José Miguel Guerra.










