Ontem terça-feira, a Monumental Daniel Nascimento recebeu a primeira corrida da Feira 2020. Para esta corrida apresentou a empresa um cartel rematado, com figuras, que a poucas horas do espectáculo ficou castrado de alguma forma pela nega do matador Miguel Angel Perera tourear os toiros aprovados pela direcção da corrida da ganadaria Ascenção Vaz… Foi substituído pelo Juanito que antecipou a sua apresentação nesta praça 24h.
Pela porta dos curros saíram quatro toiros da ganadaria David Ribeiro Telles para a lide a cavalo e dois de Ascenção Vaz para a lide apeada. Bonitos e bem apresentados os do ferro JR e mais terciados os destinados à arte de Montes. O primeiro teve classe, nobreza a rodos mas nulas forças, condicionando de certo modo a lide. O segundo teve mobilidade, não tendo a classe e a nobreza do primeiro, foi um bom toiro. O quarto grande e pesado, teve pouca transmissão e veio a menos. O quinto foi o que se empregou menos na lide tendo mais durabilidade que os seus irmão de camada, teve as suas querenças mas de lá saia com facilidade. O terceiro de Ascenção Vaz teve nobreza mas pouco recorrido e o que fechou praça, tomava o primeiro muletazo humilhado e com som mas nos seguintes ficava curto e tardava a arrancar para a série. Uma nota o piso da praça, não ajudou em nada o desempenho dos toiros, forcados, bandarilheiros e matador de toiros, muito solto e pesado.
Luís Rouxinol, andou a gosto toda a noite, bem nos compridos, rematando os mesmos com graça e arte. Os curtos tiveram boa nota, fazendo tudo bem feito, cravando de alto a baixo, rematado as sortes do quarto com o Douro em curto, sendo um gosto ver o temple imprimido por parte do cavaleiro de Pegões. A lide do que abriu praça foi rematada com um violino e ferro de palmo e a do quarto com um bom par de bandarilhas. A passagem do Luís pela Moita foi bonita mas faltou a explosão por parte do público porque os toiros transmitiram quase nada de emoção às bancadas.
João Ribeiro Telles, lidou dois toiros um bocadinho mais encastados e quando os toiros pareciam vir a menos o cavaleiro tentou por o que faltava os oponentes. Cravou os compridos da ordem com solvência. Nos curtos os dois primeiros ao segundo da ordem foram de grande nota, a lide a duas pista entusiasmou o conclave, o João realizou uma boa lide. No quinto, a lide veio de menos a mais acabando em tom de triunfo, a parelha Ilusionista e João Ribeiro Telles voltaram a fazer das suas e aqueceram as bancadas. Tal e qual como Luís Rouxinol a passagem do João, foi positiva e bonita pela arena da Daniel Nascimento em noite de comemoração dos 70 anos desta praça mas a falta de transmissão dos toiros condicionou de certo modo o triunfo rotundo.
Juanito, na lide a pé lidou dois toiros em que o toureio teve que por quase tudo da sua parte para chegar às bancadas. Recebeu o primeiro por verónicas, no quite citou por tafalleras, sendo volteado, rapidamente se repos e o quite finalizou com uma meia de joelhos. Na faena de muleta os passes tiveram que ser de um em um, tentando sempre alargar e ligar as investidas do toiro nas séries em redondo e ao natural. Finalizou a lide “atracado” de toiro, visto que o oponente já não tinha já quase nada dentro para oferecer à lide. O sexto apontou coisas boas de saída, no recibo a pés juntos por verónicas, humilhou e os olés soaram na Moita, o quite foi por Lopezinas e entusiasmou as bancadas. Começou a faena de largo com um passe cambiado no centro da arena. O toiro ainda admitiu uma tanda ligada em redondo pela direita mas depois só de um em um e com muita alma, vontade de triunfo o João conseguiu montar uma faena que o público lhe reconheceu o valor e o querer demonstrado.
Cláudio Miguel em bandarilhas cravou e em “su sitio” e foi aplaudido com força pelos presentes.
No capítulo das pegas os Amadores da Moita tiveram uma boa noite de pegas. Abriu praça o cabo Pedro Raposo à terceira tentativa; David Solo, Francisco Tavares e Fábio Silva todos à primeira tentativa, estando bem na generalidade da noite.
Dirigiu a corrida Fábio Costa, assessorado pelo médico veterinário, Carlos Santos.
Foto Pedro Batalha “Mundotoro”










