
- Local: Almeirim
- Data: 1 de Maio de 2019
- Cavaleiros: João Moura, António Ribeiro Telles, Luis Rouxinol, João Moura Júnior, Luis Rouxinol Júnior, António Ribeiro Telles “filho”
- Forcados: Grupo de Forcados Amadores de Santarém, Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita
- Ganadaria: 5 toiros “Vale Sorraia” e 1 Novilho “David Ribeiro Telles”
A renovada praça de Almeirim foi inaugurada com uma corrida de toiros à portuguesa com um cartel de luxo e casa uma estrondosa cheia. A Santa Casa da Misericórdia, juntamente com a gestão de Rui Bento Vasques, deram de novo vida a uma arena de máxima importância no panorama nacional.
Abriu a corrida o Maestro João Moura que teve uma atuação discreta perante um oponente com boa apresentação, mas de escassa mobilidade, muito provavelmente devido ao excesso de peso e ao estado do piso, um areal que em muito dificultou os artistas.
Para a cara do 1º toiro da tarde, pelo Grupo de Forcados Amadores de Santarém, foi chamado a funções o forcado Francisco Paulos, que após uma tentativa em que não teve um bom momento de reunião, efectuou corretamente à segunda tentativa.
António Ribeiro Telles, maestro da Torrinha, recebeu o segundo toiro da tarde à porta dos curros, onde nesse momento já tinha o público “no bolso”. Andou soberbo com o seu cavalo “Alcochete”, desfrutando e cravando ferros de cortar a respiração com bastante classe, como já é “marca da casa”.
O toiro foi pegado pelo forcado Leonardo Mathias, que se estreou como cabo do Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita, sucedendo a José Maria Bettencourt. Alguma precipitação a carregar o toiro, tendo, no entanto, a calma necessária para aguentar e provocar a investida, recuando na medida certa e com um bom momento de reunião efectuou ao primeiro intento.
O terceiro toiro da tarde foi lidado pelo cavaleiro Luís Rouxinol que teve uma atuação emocionante, com destaque para a brega do seu cavalo “Douro” que faz vibrar as bancadas pela forma como se dobra com os toiros sem nunca se deixar tocar. Terminou a faena em crescendo com um ferro de palmo e um par de bandarilhas. Sem dúvida um dos triunfadores desta reinauguração.
Pelo Grupo de Forcados Amadores de Santarém, o forcado escolhido para pegar este toiro foi Salvador Ribeiro de Almeida, que efectuou uma boa pega à primeira tentativa, com o grupo a ajudar bem.
No quarto toiro da tarde, João Moura Jr. colocou corretamente a ferragem comprida, tendo-se destacado nos curtos, com batidas ao piton contrário que resultaram em ferros emocionantes, com especial destaque para o penúltimo. O facto de o piso estar pesado fez, com que o toiro não rompesse momento da “reunião” o que dificultou e muito o cavaleiro no momento da cravagem das bandarilhas.
Pelos Forcados Amadores do Aposento da Moita foi à cara deste toiro o Salvador Pinto Coelho, um regresso às arenas. Na primeira tentativa teve uma reunião que não foi bem sucedida, tendo efectuado ao segundo intento.
Luís Rouxinol Júnior vinha com ganas de triunfar e meteu a carne no assador recebendo o quarto toiro da ordem numa sorte de gaiola emocionante. Teve uma lide esforçada com algum desacerto na cravagem. Não foi certamente a lide sonhada, no entanto público reconheceu o seu valor, sendo chamado a dar a volta e que com bastante maturidade recusou.
Para pegar este toiro pelo Grupo de Forcados dos Amadores de Santarém foi escolhido o experiente Ruben Giovetty que esteve bem a citar, recuou, reuniu bem e foi bem ajudado pelo grupo, resultando numa boa pega à primeira tentativa.
Por último atuou o jovem cavaleiro amador António Ribeiro Telles “filho” que lidou um novilho da ganadaria de seu Avô (David Ribeiro Telles), colocou corretamente a ferragem comprida, mas foi nos curtos que demonstrou que honra e bem as suas origens, com momentos emocionantes que fizeram vibrar o público presente. Estamos perante um jovem com uma margem de progressão enorme, oxalá o futuro lhe sorria.
Para a cara deste novilho, pelo Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Moita, foi o forcado João Gomes que fez uma boa pega à primeira tentativa.
Apenas apontar algumas situações, fruto da reinauguração, e devido à grande afluência de público provocou algumas complicações na bilheteira, havendo muitas pessoas que tinham reservado previamente os seus bilhetes, mas não os conseguiram levantar atempadamente devido a alegados problemas com o sistema informático, estando inclusivamente mais tempo na fila de espera do que quem ia comprar bilhete na hora. Esta situação provocou alguma revolta, deve-se corrigir o que correu mal e tentar que não se volte a repetir. Certamente que a empresa irá rever também o estado do piso, nos próximos espetáculos.
Almeirim tem afición que sobre para encher muitas mais vezes esta importante arena!










