Em tarde de emoções fortes, Moura Jr. foi soberano!

Existe um lugar perdido no Oceano Atlântico entre a Europa e as Américas onde o toiro e a tauromaquia são Reis:  A Ilha Terceira! O toiro é uma marca inconfundível da cultura deste povo: Gente simples, brava, nobre, simpática e muito aficionada. Vive estes dias das Sanjoaninas de uma maneira tão apaixonada que chega a ser comovente a genialidade deste povo.

Existe aqui uma ”representação” constante da cultura tauromáquica, da tradição adaptada à personalidade do seu povo.

Sábado, 22 de Junho do ano 24 a primeira de Feira e uma enchente impressionante de público nas bancadas da sua monumental – casa esgotada! Público este exigente e sabedor do toiro, do toureio e do forcado mas ao mesmo tempo entregue ao bom que se vê na arena. Assim dá gosto!

 

Pela porta dos curros saíram seis bonitos toiros da ganadaria de João Gaspar.

O primeiro da tarde, foi nobre, perseguindo o cavalo com temple, deixando o toureiro desfrutar. Na primeira parte da lide foi pronto e voluntarioso, vindo a menos porque lhe faltou alguma força. Foi um bom toiro!

O segundo da tarde tinha muitas teclas que tocar… De início não foi claro, frenando a acometida ao cavalo. Quando partia para sorte cortava terreno…

O terceiro foi recolhido aos currais por apresentar uma coxeira evidente. Em substituição saiu o sobrero, toiro grande e comprido. Teve uma saída fria mas veio a mais, sendo um toiro nobre que acabou por ter som.

O quarto era uma estampa de toiro, baixo, reunido e acapachado de cara. Teve transmissão, casta e arrancou de largo para o cavalo. Faltou-lhe alguma entrega.

Sério como ele sozinho foi o quinto… o clássico manso encastado que tudo o que se lhe fez teve importância.

O que fechou a corrida foi um toiro bravo e de vacas!

 

João Moura Jr. teve uma grande tarde na monumental da Ilha Terceira. No seu primeiro a brega e os remates dos ferros foram brilhantes! Nos compridos andou irregular a cravar. Mas nos curtos a coisa veio a mais! O terceiro da sua actuação é um grande ferro e o toureio imprimido no remate está ao alcance de poucos.

No quarto da tarde a lide foi soberba! Cravou dois bons compridos a abrir. Nos curtos deu distancia, deixou vir o de João Gaspar de largo, cravando ferros emocionantes que chegaram com força as bancadas. O terceiro foi um quadro emocionante! Lidando a preceito e preparando com sabedoria as sortes. Rematou a a lide com uma mourina e com um remate que puseram o publico em júbilo.

 

João Ribeiro Telles também teve uma passagem muito positiva nesta corrida.

Diante do complicado segundo o João tentou desenganar um toiro que não se mostrava claro… lidando com autoridade! Nos curtos a lide teve matizes muito interessantes como a brega imprimida, o remate das sortes e o cravar ferros com muita verdade.

No quinto da tarde a lide também teve coisas fantásticas mas foi irregular. Falhou o primeiro ferro e depois a sorte efectuada não foi das melhores. Mas daí em diante a lide veio a mais, sendo o segundo dos bons! Com o Ilusionista, houve bonitos momentos de brega e as bandarilhas tiveram emoção imprimida por esta dupla! O João e o cavalo de Ferro Ortigão não falham!

 

João Pamplona com o primeiro do seu lote mostrou garra e muita vontade de triunfo. Lidou com solvência e cravou ferros que chegaram com força. Destaque maior para o quarto com um bonito remate.

Com o bravo sexto, Pamplona cravou uma grande porta gaiola, sendo também o segundo comprido de boa nota, havendo remates cheios de gosto toureiro. Nos curtos houve a bravura de um toiro que se arrancava com emoção e a garra de um toureiro que lhe aproveitou as acometidas de uma forma magnífica. Rematou a lide com um bom palmo que pôs público de pé.

 

Nas pegas esta arte tão portuguesa foi engrandecia esta tarde.

Abriu a tarde Manuel Pires pelos Amadores do Ramo Grande ,  não teve a melhor reunião mas teve a alma para se emendar e foi concretizada uma boa pega.

Rui Dinis este soberbo nesta terceira pega á primeira tentativa, bem o grupo a ajudar.

No quinto da tarde houve um hino á arte de bem pegar toiros… Gonçalo Bastita foi o artífice deste feito! Nesta sorte tenho que destacar a grande primeira ajuda dada pelo grupo do Ramo Grande.

 

Pelo grupo de La Merced, António Melo numa boa pega á primeira tentativa com o grupo a ajudar com eficiência.

João Victorino pegou o quarto da tarde de forma eficiente com o grupo a ajudar de forma coesa.

Aron Sandar’s fechou a tarde á segunda tentativa numa pega rija que emocionou os presentes.

 

Ricardo Costa foi o director de corrida sendo o médico veterinário José Vielmino Ventura.

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