Boa corrida no São João de Arronches

Boa corrida no São João de Arronches 

  • 24 de junho de 2022, Arronches
  • Festas de São João
  • Cavaleiros: João Moura Caetano, Duarte Pinto e Andrés Romero
  • Forcados: Ribatejo e Arronches
  • Ganadarias: Paulo Caetano, Ascensão Vaz, Romão Tenório, Mata-o-Demo, Fontembro e Irmãos Moura Caetano
  • Direção de Marco Gomes assessorado por José Guerra
  • Praça a 3/4 de lotação

 

Arronches, comemora o São João à grande, ruas engalanadas, com arcos e balões, farturas, música, convívio e um dos pontos altos a sua corrida concurso de ganadarias. Ontem assim foi, locais e forasteiros encheram a castiça praça, grande entrada de público que assistiu a uma boa noite de toiros. O santo que dá as boas-vindas ao Verão, este ano deve ter feito “alguma partida” à estação mais taurina do ano… Noite fresca, só que aqueceu com o que se passava na arena.

Apresentou a empresa e os ganaderos seis toiros a concurso, disputando entre si os prémios de Apresentação e Bravura. O jurado foi constituído pelos próprios ganaderos e decidiram atribuir os prémios da seguinte forma: Apresentação Fontembro e Bravura Paulo Caetano.

 

Abriu praça um Ascenção Vaz, baixo, com cara, bonito, rematado e com bom tipo. Foi nobre, quis mais que podia, teve pouca força.

O segundo foi um sério Mata o Demo, negro de capa. Foi encastado, tinha bom tranco, acometia ao cavalo com raça e depois dos ferros carregava com emoção. Bom toiro.

O terceiro foi o de Fontembro, grande, pesado e não foi o mais bonito do Concurso, quanto a mim… Toiro distraído, acometeu com a cara por cima aos cavalos e assim também o fazia quando investiu aos capotes. Não foi um toiro fácil…

De Romão Tenório foi o quarto, bonito de tipo, bem apresentado, nobre, com classe nas acometidas aos cavalos, a perseguir com bom tranco depois dos ferros e nos adornos de remate que o cavaleiro apresentou durante a sua lide.

Bravo foi o quinto de Paulo Caetano, o mais terciado dos seis. Toiro com mobilidade, nobre, a investir humilhado.

Fechou praça um toiro não muito bonito de Irmãos de Moura Caetano. Foi nobre mas ao qual lhe faltou alguma mobilidade e raça.

 

João Moura Caetano fazia a apresentação da temporada em Portugal 2022 nesta data tão simbólica para ele. O dia do seu Santo e numa praça que já o viu triunfar umas quantas vezes. Duas boas lides do João.

Na primeira cravou dois bons compridos a mostrar os caminhos ao oponente. Nos curtos bem a bregar, cravar, rematando os mesmo de forma exuberante e toureira. Destaque para o ferro com que rematou a função, o João viu-se a gosto, partiu templado, cravou no alto do morrilho e o remate foi dos bons.

No quarto, andou inspirado, realizou uma grande lide e triunfou!

Recebeu num palmo de terreno, cravou um grande primeiro comprido, rematou de forma exímia. Na série dos curtos Caetano andou inspirado, ferros de grande nota, rematando os mesmo de forma toureira. Levando o toiro embebido no cavalo, templando as acometidas do nobre Romão, público entusiasmado com o que via, não lhe regateou as ovações.

 

Duarte Pinto foi encarregue de lidar segundo e quinto. Também o cavaleiro de Paço de Arcos teve uma bonita passagem por terras do Norte Alentejano. No seu primeiro bem a lidar, e a cravar. Destaque maior para o segundo comprido e para os três primeiros curtos.

Com o bravo quinto aproveitou de cabo a rabo o de Paulo Caetano. Nos compridos o segundo foi o menos bom da sua lide. A série dos curtos foi em crescendo, metendo o público na lide e acabou com este “dentro do bolso”. O segundo curto foi verdadeiramente bom a par do quinto, citou de largo, cravou ao estribo e rematou com graça toureira. Público contente com o que viu, aplaudiu de forma entusiasta o Duarte.

 

Andrés Romero, no terceiro teve a “fava” da corrida… Toiro complicado. O de Huelva, cravou um segundo comprido de nota. Nos curtos teve algumas passagens em falso muito por culpa do oponente, que fazia o papel do ausente, sempre a medir. Mesmo assim, o segundo e terceiro curtos foram cravados a entrar pelo toiro dentro, sendo de valor e de nota.

No sexto, Romero triunfou, meteu o público na lide desde o início e este dedicou-lhe grande ovação no fim da sua função.

Bom o segundo comprido, os curtos foram empolgantes, preparando os mesmo com levadas que entusiasmaram os presentes, cravando no alto do morrilho com boas maneiras e muita raça. Rematando com piruetas, e em redondo na cara do oponente. Fechou a lide com um ferro em curto e terrenos de compromisso de muito valor.

 

Arronches é terra de forcados e as suas gentes acarinham os jaquetas das ramagens de forma especial. Têm no seu grupo grande orgulho, incentivando os forcados desde as bancadas de forma especial. Ontem dois grupos em praça os do Ribatejo e os da Terra.

 

Pelo grupo do Ribatejo, abriu praça Ricardo Regueira, à segunda tentativa. Na primeira o derrote foi violento despejando o cara.

Para a cara do terceiro foi Artur Coelho que teve que lhe bater as palmas em quatro ocasiões. O toiro quando sentia o forcado, fugia ao grupo e tirava a cara. Resolveram a sesgo e em curto.

André Martins pegou o quinto à primeira tentativa numa boa pega.

 

Pelos de Arronches, Rafael Pimenta à terceira tentativa, toiro com derrotes duros e despejando para baixo.

O cabo Manuel Cardoso pegou o quarto ao segundo intento. O de Romão perdia o forcado quando citado e só á voz se arrancava, bem o Manel a resolver a papeleta.

Fechou a noite Gabriel Pimenta numa pega vibrante à primeira tentativa.

 

Dirigiu a corrida Marco Gomes, sendo o médico veterinário José Guerra.

Artigos Similares

Destaques