Prótoiro emite comunicado sobre situação da praça da Póvoa de Varzim

Ao contrário do que foi afirmado pela CM da Póvoa de Varzim, a ação judicial contra a demolição e construção da Póvoa Arena continua em tribunal e está longe do seu fim. A Federação repudia qualquer acto intimidatório tal como quaisquer processos de intenções para ligar a tauromaquia a esses actos.

Lisboa, 28 Setembro de 2022

No seguimento do início das obras de demolição da Praça de Touros da Póvoa de Varzim, a Protoiro vem esclarecer o seguinte:

No que toca à demolição da Praça e o projecto de construção do Póvoa Arena, a actuação da autarquia e do seu presidente tem sido acintosa, pejada de falsidades e as inúmeras ilegalidades apontadas à Câmara Municipal, presidente e os seus órgãos, continuam em tribunal. Não existe nenhuma sentença, muito menos transitada em julgado, ao contrário do que foi afirmado pela CM da Póvoa de Varzim.

Infelizmente não foi possível salvar a Praça de Touros porque o tribunal levantou há vários meses a suspensão da demolição. A incapacidade da justiça em tomar decisões atempadas leva a que o processo continue em tribunal, não existindo decisões finais, e ao não existir uma decisão final atempada do processo, o dano ao património já está realizado.

Este é um processo longe da sua conclusão e seguirá o seu caminho judicial até ao apuramento de todas as responsabilidades em tribunal, o local onde se dirimem democraticamente os diferendos entre pessoas e instituições.

A PRÓTOIRO vem também repudiar veementemente as ameaças que terão sido feitas aos autarcas da Póvoa de Varzim e repudiar veementemente qualquer comportamento que atente contra a vida humana.

Actos deste tipo são totalmente inaceitáveis segundo os valores humanistas e democráticos da Tauromaquia.

Por outro lado, repudiamos também qualquer tentativa de ligação da tauromaquia a estes actos de forma ligeira, resultando de processos de intenções. Qualquer acto criminal diz respeito somente a quem se apure que o tenha praticado.

A PROTOIRO continuará a estar na linha da frente do combate pela defesa da liberdade cultural e do património cultural português, segundo os valores humanistas e democráticos que sempre representaram a Tauromaquia e os Aficionados.

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