Passaram-se cinquenta anos desde que “Gallero” e Francisco Ruiz Miguel se cruzaram no albero da Maestranza de Sevilha. Um bravo toiro de Miura que lhe permitiu tourear “como los angeles” e cortar o último rabo concedido a uma matador de toiros naquele Templo do Toureio, foi em 25 de abril de 1971 quando o diestro da Ilha de San Fernando fez tamanho feito.
A segunda das sessões das XX Lições Magistrais da Sala de Aula Taurina, realizada novamente na Sala de Cartazes da Real Maestranza de Caballería de Sevilla, foi dedicada ao toureiro Francisco Ruiz Miguel. O acto foi presidido pelo presidente da Aula Taurina, Miguel Serrano, e foi conduzido pelo jornalista Emílio Trigo. Ruiz Miguel recordou suas origens, os seus começos como toureiro e faena histórica daquele toiro.
Também fizeram uso da palavra os irmãos Eduardo e Antonio Miura, que relembraram a boa relação que o seu pai mantinha com Ruiz Miguel, forjada em inúmeras manhãs de tentadero na Finca de Zahariche.
Ruiz Miguel recorda: Se não fosse por eles (Irmãos Miura), eu não estaria aqui. Já vi toiros de Miura investirem muito bem, mas nunca vi nenhum assim. ‘Gallero’ e eu tivemos uma sintonia única um com outro e surgiu a obra. Como quando o “cante hondo” e puro surge. Tenho aquela faena metida na minha mente “, reconheceu o “isleño”.
A tarde do seu triunfo sevilhano, em que substituiu Limeño, mudou a sua vida. Como resultado, vieram os triunfos e o encontro com quem seria o segundo apoderado da sua vida: Pepe Luis Segura. Antes, havia sido dirigido por Paco Ortega. Foi assim que se forjou a vida de um lutador que conseguiu lidar 100 corridas de Victorino Martín e 86 de Miura, 50 de Murteira, além de outros ferros duros do bravo campo. Chegando assim a máxima figura do toureio.
