Homenagem à Geração de 27 afirma paixão tauromáquica e com presença portuguesa

O Ateneu de Sevilha foi o placo da homenagem à Geração de 27, um conjunto genial de jovens poetas que se tornou símbolo de vanguarda na literatura espanhola e europeia.

Organizado pelo toureiro Miguel Ángel Perera, o encontro juntou um grupo de artistas e intelectuais, desportistas e políticos com o objectivo de recuperar a paixão tauromáquica que tanto influenciou a chamada Idade da Prata da poesia. Dela fazem parte nomes como Rafael Alberti, Frederico García Lorca, Juan Chabás, Mauricio Bacarisse, Jorge Guillén, José Bergamín, Dámaso Alonso e Gerardo Diego.

A obra mais famosa desta geração seria o “Llanto por la muerte de Ignacio Sánchez Mejías”, de Frederico Garcia Lorca, um lamento pela morte do matador Sánchez Mejías, colhido por um touro. Ele foi o mecenas desta geração e o responsável pela sua reunião sevilhana em Dezembro de 1927.

Seguindo este exemplo, o matador Miguel Ángel Perera evocou, 90 anos depois, este encontro. Além dos portugueses Elísio Summavielle, Presidente do Centro Cultural de Belém e ex-Secretário de Estado da Cultura, e do artista plástico Pedro Cabrita Reis, estiveram no Ateneu de Sevilha o tenor Plácido Domingo, o filósofo Fernando Savater, o actor Juan Echanove, o poeta Carlos Marzal, o cantor Manuel Lombo, o músico Javier Perianes, a ex-tenista Conchita Martínez, a canoísta Beatriz Manchón, a ex-Ministra de Cultura de Espanha Carmen Calvo, o jornalista Rubén Amón e a actriz, escritora e membro da Academia Francesa Florence Delay.

Plácido Domingo declarou-se “um grande adepto das touradas” e considerou que “a Geração de 27 procurou nas touradas essa misteriosa energia que capacita o Homem para mandar na vida e na morte”. A isto acrescentou: “As touradas trazem essa luz radiante, estranha que acende a nossa vida de um sentir indomável”.

Já a ex-ministra da Cultura de Espanha, Carmen Calvo, referiu que os toureiros são também poetas e exortou-os a “falar mais e a explicar o seu mistério”.

O toureiro Miguel Angel Perera, por sua vez, traçou o rumo que pretende dar à tauromaquia: “Como toureiro, sou também um homem de cultura. O mundo do toureiro perdeu contacto com a cultura e a intelectualidade, algo que Sánchez Mejías representou como ninguém. Hoje quero recuperar esse caminho”.

Miguel Ángel Perera inspirado pelo exemplo mecenático de Ignacio Sánchez Mejías, anunciou que vai doar parte dos seus honorários de uma corrida para financiar um projeto de investigação na Universidade de Sevilha.

No final do evento foi realizada uma fotografia inspirada no famoso momento registado em 1927 pelos poetas, reunindo agora o novo grupo de notáveis. Tal como aconteceu em 1927, o dia terminou na herdade de Pino Montano que foi de propriedade de Ignacio Sánchez Mejías.

Os convidados em geral.

 

Representantes portugueses

 

Aspecto da assistência

 

Elísio Summavielle assina o Livro de Honra do Ateneu de Sevilha

 

Elísio Summavielle e Pedro Cabrita Reis

 

Fotografia parcial com os convidados

 

Pedro Cabrita Reis assina o Livro de Honra do Ateneu de Sevilha

 

Plácido Domingo assina o Livro de Honra do Ateneu de Sevilha

 

Plácido Domingo e Elísio Summavielle

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotografias e fonte do texto: Cortesia Prótoiro

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