“Demasiadas vezes, o preconceito está nos olhos de quem o procura combater”

A polémica que se criou, na passada semana, relativamente à atuação do grupo cómico-taurino “Diversiones en el Ruedo”, os famosos anões toureiros, na Benedita mereceu uma inteligente análise por parte de João Miguel Tavares, analista do jornal Público, com o título “Anões, touradas, dignidade e liberdade: um caso exemplar”

Certamente incitado, o tema, pelos já habituais moralistas anti-taurinos, o atual Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, acabou por afirmar, ao responder a uma questão, que o evento em questão seria um atentado à “dignidade humana e contraditório com tudo o que importa defender no plano das políticas de inclusão”.

João Miguel Tavares analisa o tema com a imparcialidade que lhe é conhecida, começando exatamente por explicar que tipo de espetáculo e analisando em seguida as diversas afirmações proferidas pelo Ministro da Cultura, e outros que se indignaram com o tema.

Afirma João Miguel Tavares que a presunção, por parte do Ministro, de que todos os anões devem ser alvo de políticas de inclusão é já por si “uma afirmação altamente discriminatória”; e que a comparação entre anões adultos e pessoas com paralesia cerebral, feita pela presidente da Associação Nacional de Displasias Ósseas, é uma comparação que não tem como existir, pois não partilham qualquer semelhança.

Sugere então o analista – “Eis uma tentação que devemos sempre evitar: impor os nossos conceitos de dignidade humana a pessoas que não consideram que a sua dignidade esteja a ser ferida.”

Leia abaixo, e na íntegra, o artigo de João Miguel Tavares, publicado no Público.

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