As ganas de Gilberto, a classe de Miguel e a raça de António

 Por Miguel Ortega Cláudio

As ganas de Gilberto, a classe de Miguel e a raça de António 

  • 27 de março de 2022, Paio Pires
  • Festival Taurino de Beneficência
  • Cavaleiros – Ana Batista, Gilberto Filipe, Manuel Telles Bastos, Miguel Moura, o praticante António Ribeiro Telles filho e o amador Francisco Maldonado Cortes
  • Forcados – Real de Moura, Aposento da Chamusca e Monsaraz
  • Ganadarias – Prudêncio, Murteira Grave, Passanha, Joaquim Brito Paes, Canas Vigouroux e Fontembro
  • Direção acertada de Tiago Martins e Carlos Santos
  • Praça a 1/4 de lotação

A Praça de Toiros de Paio Pires recebeu esta tarde 27 de Março um festival taurino a favor do Paio Pires Futebol Clube e homenagem a Vitalino Padilha. Com cerca de um quarto de casa a tarde teve momentos interessantes e com motivos de destaque. Uma lide de Gilberto Filipe com bons momentos de toureio; A volta aos ruedos de Manuel Telles Bastos; Uma bonita actuação de Miguel Moura; E uma lide esforçada mas com grandes ferros a sesgo de António Ribeiro Telles filho.
Também houve coisas negativas infelizmente… O mau piso da arena que teima em condicionar as lides e desempenho dos toiros. A apresentação de alguns dos toiros e novilhos mesmo que oferecidos pelos ganaderos deixou muito a desejar..

Foram lidados seis exemplares de diferentes ganadarias.
Abriu a tarde um cinquenho da ganadaria Passanha, condigno de apresentação para a praça e um festival, quanto ao comportamento teve algumas quereças em tábuas mas veio a mais com decorrer da lide. O segundo foi um toiro de pelagem jabonera de Canas Vigouroux, bem apresentado, também como o primeiro teve querenças em tábuas mas veio a mais, meteu bem a cara nos capotes, pediu tudo bem feito, foi um toiro interessante. O terceiro tinha o ferro Murteira Grave, foi um novilho bem apresentado, bravo, alegre nas acometidas ao cavalo, a meter bem a cara nos capotes.
O que fez quarto tinha o ferro de Fontembro, estava marcado com o 0 na espádua, foi nobre, teve som, pouca força e demasiado terciado de apresentação.
O Prudêncio, era feiote de tipo, saiu condicionado de remos, foi devolvido aos currais.
O que fez quinto, devia ter sido o sexto foi um novilho também bastante terciado mas teve raça, mobilidade, tinha também o ferro de Fontembro o trapio também deixou um tanto a desejar… Fechou praça um toiro demasiado pequeno e terciado de Joaquim Brito Paes, teve querenças em tábuas e foi manso.

Abriu a tarde a cavalo Ana Batista, nos compridos a coisa não resultou, muitas passagens em falso até que chegou o momento da lide, a preparação, a cravagem e o remate do primeiro curto. Bonito momento de toureio. Depois a lide acabou por não romper e veio a menos. Não deu volta, nem escutou música.
Gilberto Filipe, abriu com um bom comprido e bonito remate. A lide nos curtos foi variada, o primeiro foi de nota, bons os restantes. O remate do terceiro foi toureiro. A lide terminou com um violino e um palmo. O público gostou e aplaudiu.
Manuel Ribeiro Telles Bastos, raparecia depois da grave colhida em Tomar em Agosto de 2021. A lide foi bonita, esteve bem nos compridos, nos curtos a actuação veio a mais. Cravou bons curtos, a brega foi toureira, aproveitou as qualidades do oponente.
Miguel Moura, esteve toureiro em Paio Pires. Gostei! Regular nos compridos mas nos curtos aproveitou a qualidade do novilho. O primeiro curto e o remate tiveram som e o selo Mourista. Bonito o ladeio templado que imprimiu durante a lide, o terceiro curto é de alta nota. Rematou com dois palmos que chegaram as bancadas.
Francisco Cortes não teve o seu dia… Andou desacertado de mão, algum ou outro toque, a lide não rompeu. Destaque para o quarto curto. Dias melhores virão!
Fechou a tarde António Ribeiro Telles, filho, o segundo comprimido a sesgo foi de nota. A brega teve bons momentos, trabalhosos… o oponente tinha demasiadas querenças em tábuas. No primeiro curto mostrou a raça que leva dentro. Os dois últimos curtos além do mérito, tiveram a verdade do toureio a cavalo, excelentes.

As pegas tiveram a cargo do Real Grupo de Moura, Aposento da Chamusca e Monsaraz.
Abriu praça Gonçalo Malato, à terceira tentativa. Num toiro pronto para o forcado, a pedir as coisas bem feitas.
Pelo Real o quarto foi pegado à segunda tentativa por Ismael Amador numa pega em sorte de caras.
Pelo Aposento da Chamusca abriu a função Alexandre Mira, boa pega. Toiro a meter a cara por alto, recebeu com valor, com o grupo a ajudar de forma coesa.
A pega do quinto foi a pega da tarde, Tomás Duarte no seu primeiro toiro em praça, esteve perfeito a citar, receber, fechou-se com alma, e teve braços para suportar algum derrote, o grupo ajudou bem.
Pelos de Monsaraz, Mauro Carrilho foi duas vezes à cara do terceiro, saiu maltratado e foi dobrado por Miguel Valido, que á terceira consumou a pega.
André Claudino à primeira tentativa fechou a tarde pelos de Monsaraz.

Dirigiu a corrida Tiago Martins, sendo o médico veterinário Carlos Santos.

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