O diestro devolveu ontem, em Las Ventas, o prémio de Melhor Estocada, que tinha recebido na última edição de San Isidro.
Na gala de ontem, em que foram apresentados os cartéis da praça de toiros de Las Ventas para esta temporada, Gonzalo Caballero disse não concordar com a forma como foi tratado pela empresa Simón Casas e está descontente por não ter sido contratado para Madrid este ano.
O diestro devolveu o prémio e dirigiu-se a Simón Casas para explicar as suas razões. Pedindo desculpa aos presentes pelos termos utilizados, disse que o empresário lhe tinha falado dos atributos “inteligência e tomates”. Quanto ao primeiro, disse não saber se devolver um prémio na praça mais importante do mundo era atitude mais inteligente; no entanto, afirma admirar as pessoas rebeldes, “aquelas que na busca da liberdade não têm medo de nada”.
“Mas, no que diz respeito aos tomates, eu sei, tal como o público de Madrid, que os tenho de sobra para matar nessas quatro corridas, e por isso farei uma trás da outra enquanto for figura do toureio. Não o farei quando me forem impostas e eu não as merecer, e menos ainda quando tenho de abrir o meu caminho. Tenho-os de sobra para ser o novilheiro desta década que mais orelhas cortou nesta praça e tenho-os para matar aqui um toiro sem muleta e reivindicar a alternativa que procurava”, disse Caballero. Alternativa, diz, que lhe foi oferecida com menos de 24 horas de antecedência.
Caballero continuou, afirmando a sua coragem. “Tomates tive eu aqui para matar um toiro com o músculo aberto e o nosso querido Dr. García Padrós não encontrava uma explicação médica para como é que o fiz. Tive tomates para dormir sete meses num hospital, enterrar o meu pai e vinte dias depois dar uma volta à praça e levar todos os prémios pela melhor estocada. E, sobretudo, tenho tomates para defender a minha verdade.”
Fotografia: El Confidencial










