Partido socialista açoriano defende a continuação da Ferra do gado bravo

A deputada socialista da assembleia regional dos Açores, Joana Pombo, defendeu em nome do grupo parlamentar do PS a continuação da ferra do gado bravo, argumentando:

“Os açorianos orgulham-se da sua diversidade cultural na qual cada ilha é um contributo enriquecedor para todo o arquipélago, assumindo as suas diferenças entre elas como naturais e complementares. A tauromaquia possui uma envolvência, por vezes desconhecida, contribuindo por exemplo para a preservação de habitats naturais, não só garantindo a sobrevivência desta espécie, mas de tantas outras que neles habitam.
Citando um parecer sobre este projeto legislativo O toiro é a razão e a essência da tauromaquia, tauromaquia essa que se rege por regras e códigos de conduta que fundem cultura, ética, estética e arte, num combate com simbolismo ritual.”

A deputada Joana Pombo destaca “O toiro como raça brava que é, foi e continua a ser selecionado por ter um comportamento de bravura e de agressividade, o que impossibilita aplicar o maneio tido em explorações de bovinos domésticos. O que define a raça brava é a sua rusticidade, permitindo que se adapte a todo o tipo de terrenos, que rondam os 500 m de altitude e com condições climatéricas adversas durante grande parte do ano, estando estes sujeitos a um ambiente agressivo e quase inóspito.”

Joana Pombo vá mais longe “O animal de raça brava é pelo que se espera agressivo, territorial e com pouca tolerância à presença humana, dificultando o seu maneio diário.”

A deputada destaca em termos técnicos a ferra “A marcação destes animais é realizada enquanto juvenis, causando a menor dor possível, e sendo este constrangimento um dos únicos pelo que o animal passa, no que diz respeito à sua identificação.”

A deputada rejeita “A proposta apresentada, e para a correta leitura implicará o isolamento forçado com frequência do animal, para que seja realizada a leitura do microchip, causando, no entendimento do Grupo Parlamentar do Partido Socialista, trauma mais frequente ao longo da vida deste, do que a simples ferra feita no animal, nos primeiros meses de vida, que permite a leitura visual para o resto da sua vida.”

Joana Pombo disse que “Consideramos ainda que, a escolha do animal para a corrida, é um culto, com observação deste no campo, que sem a identificação visual se torna impossível, assim como a confirmação pela população do animal escolhido.
Assim, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista entende que, a proposta apresentada originará maior constrangimento ao animal, pelas consecutivas imobilizações que serão necessárias ao longo da vida do toiro, do que a simples ferra a fogo, ou azoto líquido, que ocorre nos primeiros meses de vida.”

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