Paio Pires, 27 março | Entrevista à Comissão Taurina do PPFC

No próximo dia 27 de março celebra-se um festival taurino de beneficência, que é também a primeira celebração da temporada de 2022 em Paio Pires, uma organização da Comissão Taurina do Paio Pires Futebol Clube.

 

TN: Festival Taurino de Beneficência, já não é a primeira vez que fazem um festival com objetivos solidários verdade? Levam a realização de um festival deste género como uma “obrigação moral” vossa e da tauromaquia em geral? A solidariedade faz parte do vosso ADN?

 

CT PPFC: É o segundo festival taurino de beneficência que organizamos. A tauromaquia em geral, no qual nos incluímos é solidária, sempre foi, e sim, os espetáculos que promovemos em Paio Pires quando obtemos lucro é para benefício do clube e obras de beneficência na própria praça.

 

 

TN: Será feita também uma homenagem póstuma a Vitalino Padilha. Podem contar-nos um pouco sobre quem foi Vitalino Padilha e qual a sua importância para o PPFC e para a tauromaquia em Paio Pires?

 

CT PPFC: É como diz, um festival também como forma de homenagear o Senhor Vitalino Padilha, que infelizmente nos deixou no passado mês de Dezembro, foi um homem que sempre ajudou o PPFC e a tauromaquia no concelho, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca se fazendo notar.

 

 

TN: Um cartel de seis cavaleiros, em diferentes momentos do seu percurso profissional mas todos de muito interesse… qual foi a “lógica” por trás da escolha destes cavaleiros? Foi difícil a sua contratação?

 

CT PPFC: Entre os seis cavaleiros tentamos ter alguns consagrados, outros mais esquecidos mas que devido ao seu valor merecem oportunidades e também alguns jovens que serão o futuro e têm que tourear, a sua contratação foi relativamente fácil.

 

 

TN: Alguns dos vossos elementos são antigos forcados, do GFA Lisboa – sentem que a vivência enquanto forcados, e em específico no grupo de Lisboa, vos ajudou neste papel que desempenham, enquanto empresários? E como?

 

CT PPFC: Sim, ajuda nos muito, porque vivemos dentro da festa, com a abnegação dos forcados, e com a “escola” do grupo de lisboa

 

 

TN: Ser ganadero foi sempre difícil e dispendioso… especialmente agora depois de dois anos de pandemia e com os elevados custos consequência desta guerra que vivemos. Como é o sentimento de haver esta disponibilidade por parte dos ganaderos de oferecerem as reses?

 

CT PPFC: Se houve agentes da festa que perderam ainda mais do que habitual, são os ganaderos. Ser ganadero já é uma atividade só por si muito difícil e praticamente sem retorno económico, com a pandemia piorou muito, só com a muito boa vontade e amável compreensão dos ganaderos conseguimos ter as reses para este festival, que claro, são diferentes dos toiros de uma corrida de toiros.

 

 

TN: Expetativas para este festival?

 

CT PPFC: Que corra bem para os intervenientes, que o público se divirta, e que se façam novos aficionados…. Já agora que o público em geral e os aficionados em particular venham assistir.

 

 

Agradecemos a vossa disponibilidade para esta entrevista, parabenizamos-vos pelo bonito e variado cartel que construíram e desejamos-vos toda a sorte e sucesso para esta temporada que começa.

 

Nós é que agradecemos esta oportunidade de divulgar o nosso, que queremos seja de todos, festival. Bem haja e muito obrigado.

 

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