Inês Sousa Real sem imunidade parlamentar será agora arguida no caso de difamação movido por Joaquim Grave

Foi esta tarde que a Assembleia da República votou a retirada de imunidade parlamentar a Inês Sousa Real, deputada única do PAN, para que esta possa ser constituída arguida no caso de difamação movido por Joaquim Grave.

Foi na sequência de uma entrevista televisiva, em julho de 2020, de Inês Sousa Real a Miguel Sousa Tavares que a deputada única do PAN proferiu afirmações que o Ganadero considera serem falsas e incorretas sobre a sua pessoa e as suas teses de doutoramento que visam o toiro bravo.

Como consequência dessas alegadas graves e falsas afirmações o Ganadero Joaquim Grave moveu um processo por alegada difamação contra a deputada.

Protegida pela imunidade parlamentar, como todos os seus colegas deputados, Inês Sousa Real não poderia ser constituída arguida neste mesmo caso. No entanto, o parecer da Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados, aprovado na reunião de passada terça-feira, indicava que se deveria proceder “no sentido de autorizar o levantamento da imunidade parlamentar da senhora deputada Inês Sousa Real” para que pudesse ser constituída arguida no âmbito da investigação que decorre neste momento e que envolve o Ganadero Joaquim Grave e a deputada do PAN.

O levantamento da imunidade teria que ser votado pela Assembleia da República e foi esta tarde que, como confirmado com deputados presentes na sala, o mesmo foi aprovado com os votos favoráveis do PS, Chega, Iniciativa Liberal, PCP, BE e Livre e o voto contra do PSD.

Desta feita Inês Sousa Real irá mesmo responder em tribunal por alegada difamação ao Ganadero Joaquim Grave.

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