Em Évora os jovens triunfaram

Em Évora os jovens triunfaram

  • 29 de junho de 2022, Évora
  • Novilhada de São Pedro
  • Cavaleiros: António Núncio e Diogo Oliveira
  • Forcados: Évora e Académicos de Elvas
  • Ganadarias: Branco Núncio, Murteira Grave, Passanha e Calejo Pires
  • Direção de Agostinho Borges assessorado por Carlos Santana
  • Praça com 2/3 do nível 1 preenchidos

No dia de São Pedro, dia feriado na cidade-museu, a Arena D’ Évora abriu as suas portas para assistir a uma agradável novilhada de oportunidade aos novos valores, cuja receita revertia a favor do Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Do cartel fizeram parte os cavaleiros praticantes António Núncio e Diogo Oliveira, os Forcados Amadores de Évora e Académicos de Elvas e as Ganadarias Murteira Grave, Branco Núncio, Passanha e Calejo Pires.

Abriu praça António Núncio, que lidou em primeiro lugar um novilho da Ganadaria Murteira Grave com 370kg que se deixou lidar, colaborando com o toureiro. O jovem praticante abriu a função com a cravagem de três bons ferros compridos em sortes à tira. Nos curtos, a prestação decorreu em bom plano, terminando a lide com um grande ferro curto, o melhor da atuação.

A abrir a segunda parte do festejo lidou o novilho da Ganadaria Passanha, com 515kg, o mais pesado dos saídos hoje à arena. Também este astado se revelou cumpridor, permitindo que o mais novo cavaleiro da dinastia Núncio realizasse uma faena que chegou com força ao público que esteve com o toureiro durante toda a tarde. Esteve correto nos compridos, mas foi nos curtos que a prestação atingiu um patamar de maior destaque. Sortes bem desenhadas, entrando pelo toiro dentro, cravando ferros de verdade.

Diogo Oliveira foi uma agradável surpresa esta tarde em Évora. Lidou em primeiro lugar o novilho de Branco Núncio, que queria mais do que podia, ou seja, tinha fundo de bravo, mas a disponibilidade física nem sempre acompanhou as intenções do astado. A lide ficou marcada por uma brega de excelência, lidando da melhor maneira possível o oponente. O último ferro curto é de nota alta, numa reunião cingida.

O último novilho da tarde pertenceu à Ganadaria Calejo Pires e foi o melhor da novilhada. Teve mobilidade e colaborou com o jovem cavaleiro. Foi bravo. Diogo Oliveira aproveitou-o de cabo a rabo. Realizou uma bonita faena. Bregou com qualidade, ladeando para colocar o toiro em sorte para deixar uma excelente série de ferros curtos. O segundo curto, de praça a praça com o toiro fechado em tábuas é de elevadíssima nota e foi superiormente rematado. Passagem bastante positiva de Diogo Oliveira pela Arena D’ Évora.

No capítulo das jaquetas de ramagens, abriu praça o Grupo de Forcados Amadores de Évora, que aproveitou a tarde para dar oportunidade aos forcados mais jovens. Abriu praça Henrique Burguete que após brindar aos ganaderos que colaboraram com a realização da novilhada, concretizou de forma eficaz à primeira tentativa. Também João Cristóvão concretizou à primeira tentativa a pega ao terceiro da ordem, uma grande pega. Deu volta e agradeceu nos médios com o público de pé.

Pelos Académicos de Elvas pegaram João Restolho, numa boa pega ao primeiro intento, com o grupo a ajudar coeso e Tomás Silva que também concretizou à primeira tentativa.

Abrilhantou o espetáculo a Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Machede.

Dirigiu com acerto o delegado técnico Agostinho Borges, assessorado pelo médico-veterinário Dr. Carlos Santana.

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