Confronto de Estilos na FICOR 2022 em Coruche

Crónica

Confronto de Estilos na FICOR 2022 em Coruche

  • 28 de maio de 2022, Coruche
  • FICOR
  • Cavaleiros: Rui Fernandes e João Ribeiro Telles
  • Forcados: Évora e Coruche
  • Ganadaria: Veiga Teixeira
  • Direção Agostinho Borges assessorado por José Luís Cruz
  • Praça abaixo de 1/2 de lotação

 

Ultrapassadas as contingências da pandemia, a Festa está a voltar ao normal, com a montagem de diversos festejos, um pouco por todo o país, aproveitando os eventos que se vão sucedendo e uma Feira Internacional da Cortiça – FICOR – que há dois anos que não se realizava, mereceu a honra de um cartel de competição, organizado pela Empresa “Nossa Praça”.

Dois cavaleiros de alternativa, dois Grupos de Forcados e um curro local de Veiga Teixeira, eram o condimento especial para uma boa tarde de toiros, o tempo ajudou e o público aderiu, preenchendo cerca de metade da lotação do tauródromo Sorraiano. Iniciou-se a corrida com um minuto de silêncio em homenagem ao grande forcado, recentemente falecido, Eurico Lampreia.

O curro de Veiga Teixeira, que viajou desde a Herdade do Pedrógão, demonstrou uma apresentação irrepreensível e um comportamento, acima da média, com destaque para os lidados em quarto e sexto lugar, os quais foram premiados com a chamada a dar volta ao ruedo dos representantes da ganadaria, sendo que no último o público exigiu a presenta do ganadeiro, Eng António Francisco Teixeira.

Ao cavaleiro da Charneca da Caparica, Rui Fernandes, coube em sorte, dar lide ao primeiro, terceiro e quinto, e por ironia do sorteio, as coisa não lhe correram de feição. No que abriu a função, esteve diligente na ferragem comprida e nas bandarilhas, cravou quatro ao som dos acordes da banda de serviço. No quarto da ordem, depois de despachar a ferragem comprida, soube aproveitar as boas qualidades do adversário e fruto de uma brega apurada, desenvolveu uma lide interessante com ferros de excelente nota, contudo sem chegar ao público com aquela chama de triunfo, que todas as figuras almejam. No que encerrou a sua participação em arenas sorraianas, apesar do esforço, não logrou o tal triunfo, que numa competição mano a mano, se deseja, todavia, esteve em bom plano, fruto de um toureio frontal, com batidas ao piton contrário e emoção no momento do ferro.

João Ribeiro Telles, perante um público, que reconhece na Dinastia Telles, uma marca da tauromaquia Coruchense, soube aproveitar e de que maneira, a sorte dos papelinhos com os números dos Teixeiras do Pedrógão e se no lidado em primeiro lugar, a lide não rompeu, contudo viram-se bons momentos de toureio, já no lidado em quarto lugar, as coisas subira de tom, sobretudo com as bandarilhas curtas, quer de frente, quer em sortes de violino, rematadas com um palmito, chegaram ao público, que não lhe regateou aplausos. No que encerrou a função, um toiro de excelente nota, o jovem da Torrinha, entendeu o adversário desde que este saiu dos currais e soube dar-lhe a lide adequada e merecida, atacando quando devia, para depois deixar o ferro em sortes emotivas, na brega esteve diligente, elegendo os terrenos certos, para deixar o adversário em sorte e depois citar e colocar o ferro com a emoção esperada. Um bom toiro e uma boa lide.

Na competição entre as jaquetas de ramagens, Alentejanas e Ribatejanas, houve emoção, bons desempenhos, fundamentalmente, por parte das ajudas.

Pelos Amadores de Évora, o Cabo João Pedro Oliveira, escalou para pegar o primeiro toiro, o forcado Miguel Direito, que numa primeira tentativa e à córnea, levou de vencida a investida do Teixeira. Para a segunda intervenção dos Eborenses, foi escolhido Luis Januário, que nas primeiras tentativas, não entendeu a investida do toiro e só ao sexto intento e com ajudas carregadas, logrou consumar a pega. Encerrou a participação dos Amadores de Évora, Rui Bento, que executou, uma vistosa e rija pega ao primeiro intento, com o toiro a pedir contas em terrenos de tábuas e grupo a reagir com extrema eficácia.

Pelos Amadores Sorraianos, Coruche, perante o seu público, o Cabo José Tomaz, mandou ao primeiro toiro, o jovem Tiago Gonçalves, que na primeira tentativa, saiu derrotado da cabeça do toiro, ficando diminuído, pelo que foi prontamente substituído pelo Cabo José Tomaz, que necessitou de mais duas tentativas para lograr a sorte. Na segunda intervenção dos de Coruche, foi indigitado, João Ferreira Prates, que nas duas primeiras tentativas, não usou da eficácia que lhe é reconhecida, no momento da reunião, consumando a sorte ao terceiro intento, com uma excelente segunda ajuda, que foi a chave da consumação da sorte. Encerrou a participação dos Coruchenses, Fábio Casinhas, que à segunda tentativa, consumou uma rija pega, eficazmente ajudado, nas segundas ajudas, mérito reconhecido pelo público que chamou à praça o jovem Diogo Boieiro, para volta com o forcado da cara.

Dirigiu sem problemas o Delegado Técnico, Agostinho Borges, assessorado pelo Médico Veterinário, Dr. José Luís Cruz e  pelo cornetim de serviço, José Henriques.

Uma palavra especial para os campinos, Mário Gordo e João Inácio “Janica”, que recolheram os toiros com a eficiência que lhes é reconhecida.

Abrilhantou o espetáculo a Banda de Música da Sociedade de Instrução Coruchense, numa tarde de sol, em que os artistas foram acarinhados pelo público e o Ganadeiro, foi por duas vezes, reconhecido o mérito, e chamado à arena, fruto do desempenho dos seus pupilos.

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