Aqueles que cresceram nos anos 60, 70 e 80 frequentemente reclamam dessas 9 coisas… que não incomodam absolutamente nada as gerações mais jovens


Ajunte-se ao Google

Cada época traz consigo uma forma distinta de olhar o mundo. As experiências e hábitos adquiridos na infância tendem a enraizar-se profundamente na vida adulta. Assim, as transformações que ocorrem atualmente podem parecer estranhas ou difíceis de aceitar para aqueles que viveram numa **sociedade bastante diferente**. As pessoas que cresceram nos anos 60, 70 e 80 agora estão a entrar numa fase da vida em que os filhos, frequentemente, já deixaram o lar, enquanto a questão da reforma se torna cada vez mais relevante.

Diante das incertezas econômicas e das rápidas mudanças sociais, observam, com preocupação, certas transformações que desafiam os seus antigos referenciais. Existem sempre desacordos entre gerações. Aqueles que cresciam nas décadas de 60, 70 e 80 recordam que os seus pais já criticavam a sua forma de viver, os seus hábitos e as suas escolhas.

Hoje, esse cenário repete-se, mas os **temas de discórdia mudaram**; as novas gerações parecem preocupar-se menos com questões que ainda inquietam os mais velhos.

Se alguém cresceu nos anos 60, 70 e 80, há grandes chances de que estas 9 coisas o irritem mais hoje em dia

1. Uma forma de se vestir que já não respeita os antigos códigos

Aquilo que cresceram nos anos 60, 70 e 80
Imagens Pexels e Freepik

A moda nunca deixou de evoluir, mas as regras de vestuário parecem hoje mais flexíveis. Para aqueles que cresceram nas décadas de 60, 70 e 80, certas escolhas podem parecer surpreendentes, simplesmente porque não se enquadram mais nos códigos com os quais foram educados.

Como sublinha um artigo de opinião do New York Times, as roupas serviam, outrora, muito para manifestar a pertença a uma cultura, a individualidade ou o espírito de rebeldia.

Atualmente, os estilos misturam-se mais e respondem a códigos diferentes, o que pode desconcertar aqueles que conheceram outra época.

2. Não atender sistematicamente ao telefone

Durante muito tempo, o telefone fixo era um dos principais meios de comunicação. Quando tocava, atender era quase um reflexo. Para quem cresceu nos anos 60, 70 e 80, pode ser difícil compreender por que razão tantas pessoas **preferem agora ignorar uma chamada** e responder por mensagem.

Os hábitos mudaram profundamente com os SMS, as mensagens e os e-mails. Algumas pessoas desenvolveram até uma verdadeira aversão a conversas telefónicas.

Para elas, deixar o telefone tocar não é descortês: é apenas outra forma de gerir as suas comunicações.

Artigos mais lidos sobre S & N:

3. Usar auriculares quase permanentemente

Aquilo que cresceram nos anos 60, 70 e 80

Nos transportes, nas ruas ou durante uma caminhada, os auriculares tornaram-se omnipresentes.

Para aqueles que cresceram nas décadas de 60, 70 e 80, este hábito pode dar a impressão de que cada um vive agora na sua própria bolha, sem realmente prestar atenção ao ambiente.

Alguns especialistas questionam também as consequências desse hábito. Como explica a Psychology Today, o uso constante de auriculares pode reduzir algumas interações espontâneas e tornar-se uma forma de se isolar do ambiente ou dos próprios pensamentos.

4. A importância das redes sociais

Os “gostos”, os comentários e o número de seguidores ocupam agora um lugar importante na vida digital. Esta busca de reconhecimento pode parecer estranha para os que cresceram nos anos 60, 70 e 80, que passaram grande parte da sua vida sem redes sociais.

Reconhecer o seu valor pode ser essencial para não depender sempre do olhar dos outros. A Psychology Today enfatiza a importância da auto-validação, que ajuda a diminuir a dependência da autoestima na aprovação externa.

5. Pais por vezes considerados excessivamente protetores

Aquilo que cresceram nos anos 60, 70 e 80

Para muitos que cresceram nas décadas de 60, 70 e 80, a infância era sinónimo de grande liberdade. As crianças brincavam ao ar livre, voltavam sozinhas da escola e passavam horas sem a supervisão de um adulto.

As **métodos educativos evoluíram bastante**. Alguns pais monitorizam mais as atividades e deslocações dos filhos, o que pode ser visto como superproteção. A Psychology Today abordou a influência de uma infância muito autónoma na forma como os adultos encaram a educação e a independência.

6. O desaparecimento progressivo da vida de bairro

Houve um tempo em que conhecer os vizinhos era quase uma norma. As crianças brincavam juntas ao ar livre, os adultos conversavam à porta de casa e era comum pedir um favor a alguém que morava a algumas portas de distância.

Essa proximidade parece menos evidente em alguns lugares. Pesquisas apontam um declínio nas interações sociais entre vizinhos. Com mais tempo passado em casa ou nas redes sociais, as oportunidades de criar laços próximos podem se tornar mais raras.

7. Reuniões e eventos que se tornam virtuais

Aquilo que cresceram nos anos 60, 70 e 80

Reuniões profissionais, formações, conferências e até alguns eventos sociais podem agora ocorrer atrás de um ecrã. Esta evolução é prática, mas também pode ser cansativa para as pessoas que cresceram nos anos 60, 70 e 80, que ainda se sentem ligadas aos encontros pessoais.

Esse fenômeno deu origem à expressão “fadiga de videoconferências”. Pesquisadores de Stanford exploraram as causas dessa exaustão, especialmente quando uma sequência de trocas virtuais substitui as interações cara a cara.

O digital facilita as comunicações, mas não reproduz sempre a riqueza de um verdadeiro encontro.

8. Cancelar planos em cima da hora

Desistir de um jantar ou de um passeio tornou-se particularmente simples: apenas algumas segundos são necessários para enviar uma mensagem. Para as pessoas que cresceram nas décadas de 60, 70 e 80, cancelar era outrora mais complicado, pois envolvia contatar os outros por telefone ou avisá-los com antecedência.

Esta facilidade parece ter modificado alguns comportamentos. Uma pesquisa divulgada pelo Business Insider indicava que 56% dos entrevistados entre 18 e 29 anos, às vezes, faziam planos antes de perceber que já não tinham vontade de os concretizar.

Uma atitude que pode ser difícil de compreender para quem valoriza muito o respeito por um compromisso.

9. Uma concepção muito diferente do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal

A importância dada ao trabalho também mudou. Cada vez mais pessoas querem preservar o seu tempo livre e recusam que o emprego invada constantemente a sua vida pessoal. Podem igualmente estar mais dispostas a mudar de empresa quando esse equilíbrio não é respeitado.

Para aqueles que cresceram nas décadas de 60, 70 e 80, esta visão pode, por vezes, parecer excessiva. O equilíbrio entre a vida profissional e pessoal era muito menos abordado nas conversas quando entraram no mercado de trabalho.

Os dados apresentados pela Universidade da Califórnia em Davis mostram que as pessoas dessa faixa etária ainda têm uma presença significativa no mercado de trabalho e geralmente estão bastante empenhadas profissionalmente.

Essas diferenças demonstram, na verdade, **como os hábitos evoluem de época para época**. O que é evidente para quem cresceu nos anos 60, 70 e 80 pode parecer ultrapassado para os mais jovens, enquanto comportamentos que hoje são perfeitamente normais eram difíceis de imaginar algumas décadas atrás.

Este artigo é apresentado para fins informativos e reflexivos. Não deve ser considerado um conselho médico, psicológico ou profissional. As ideias expostas são baseadas em investigações publicadas e em observações editoriais, não resultando de uma avaliação clínica. Para a sua situação particular, recomenda-se consultar um profissional qualificado.

Scroll to Top