Um Novo Olhar sobre Dinheiro: A Perspectiva das Novas Gerações
O nosso relacionamento com o dinheiro é moldado por uma inteireza de fatores, frequentemente influenciada pela época em que crecermos. As despesas que outrora pareciam dispensáveis passaram a ser consideradas essenciais no dia-a-dia dos jovens. Coisas que as novas gerações consideram indispensáveis eram inimagináveis há algumas décadas. As mudanças nas habitudes de consumo ao longo das gerações são profundas. Aqueles que cresceram nas décadas de 70 e 80 tendem a seguir padrões enraizados na sua educação, o que pode provocar hesitação face a certas despesas.
Por outro lado, os jovens de hoje dão mais importância a compras e experiências antes vistas como secundárias. Cafés para levar, serviços do dia-a-dia ou produtos promovidos por influenciadores exemplificam essa divergência nas prioridades.
8 Despesas Indispensáveis para os Jovens que os da Geração 70-80 não Aceitam Pagar:
1. Entrega Regular de Refeições
Para muitos jovens, pedir comida para entrega tornou-se uma rotina. Dados de 2025 da National Restaurant Association mostram que 57% dos adultos da Geração Z e 59% dos millennials encomendam pelo menos uma refeição por semana.
Mais de 60% dos jovens adultos afirmaram recorrer mais frequentemente a refeições para levar ou enviar do que no ano anterior.
Aqueles que cresceram nas décadas de 70 e 80 vivenciavam uma abordagem diferente. Cozinhar era uma tarefa comum no quotidiano.
Enquanto alguns jovens consideram a rapidez e a conveniência indispensáveis, os mais velhos veem a entrega regular como um gasto supérfluo.
2. Múltiplos Serviços de Streaming
Filmes, séries, música e conteúdos online têm um papel preponderante no entretenimento atual. De acordo com uma pesquisa da Talker Research, muitos jovens investem consideravelmente em subscrições e serviços de streaming.
Para aqueles nascidos nas décadas de 70 e 80, a acumulação de várias plataformas parece menos necessária.
Um ou dois subscrições podem ser suficientes, enquanto os jovens buscam uma gama ampla de conteúdos ao alcance imediato.
3. Moda Efémera

Estando fortemente expostos a tendências que aparecem em rápida sucessão nas redes sociais, os jovens consumidores demonstram uma forte propensão para compras de moda online.
Embora muitos estejam conscientes das questões ambientais e evitem marcas que utilizam embalagem plástica excessiva, a tendência de compras e entregas ágeis mantém-se.
Aqueles que cresceram há algumas décadas adotam uma abordagem diferente, focando na redução da frequência de compras e privilegiando roupas duráveis. Esta variação reflete como cada geração percebe a moda e o consumo.
4. “Compre Agora, Pague Depois”
As opções de compra imediata com pagamentos parcelados atraem muitos jovens consumidores, facilitando o acesso a certos produtos, mas podendo levar à acumulação de dívidas.
Uma pesquisa do Consumer Financial Protection Bureau revelou que 63% dos usuários desses serviços adquiriram vários créditos simultaneamente ao longo do ano.
Aqueles que passaram pela juventude nas décadas de 70 e 80 frequentemente aprendiam a esperar por economias antes de realizar uma compra. Eles, portanto, tendem a ser mais cautelosos ao financiar despesas cotidianas dessa forma.
5. Videojogos & Conteúdos de Criadores

Os jovens frequentemente investem em subscrições de criadores, compras em jogos ou apoio a streamers, mantendo uma conexão comunitária e de pertença através do entretenimento.
Este aspecto ganha ainda mais relevância à medida que determinados locais de socialização tradicionais se transformam ou tornam-se raros.
Geralmente, aqueles que viveram nas décadas de 70 e 80 valorizam encontros presenciais, tendo mais dificuldade em perceber o valor de pagar por conteúdos digitais.
6. Pagamentos Mínimos em Cartões de Crédito
Uma análise das práticas de utilização de cartões de crédito mostra que muitos jovens se contentam, por vezes, com o pagamento mínimo mensal.
Indivíduos das gerações anteriores aprendiam a importância de liquidar dívidas rapidamente e preferem reembolsar mais do que se estender os pagamentos ao longo do tempo.
7. Consultas Terapêuticas

A discussão sobre saúde mental tornou-se comum entre os jovens. Consultar um psicólogo ou terapeuta é visto como um passo normal para o bem-estar emocional, em contraste com a estigmatização que ainda persiste nas gerações mais velhas.
Embora os tempos tenham mudado, a comunicação aberta sobre emoções não era tão comum para quem cresceu nos anos 70 e 80, levando a uma resistência a investir em consultas regulares quando não há uma necessidade imediata.
8. Refeições Regulares Fora de Casa
Almoçar fora, pegar um lanche na padaria ou desfrutar de um refeição rápida torna-se habitual para muitos jovens, associando essas despesas à praticidade e ao prazer de socializar.
Para aqueles que viveram nas décadas de 70 e 80, preparar o almoço em casa ou levar sobras é mais natural. Gastar várias vezes por semana a comer fora pode ser visto como um luxo evitável, especialmente quando soluções mais económicas estão disponíveis.
9. Aulas Regulares de Fitness

As academias tornaram-se também locais de encontro e socialização, atraindo muitos jovens que buscam um sentido comunitário através da atividade física.
Por sua vez, aqueles que cresceram nas décadas de 70 e 80 veem o exercício como uma prática funcional, muitas vezes optando por correr ou andar de bicicleta sem a necessidade de pagar por aulas especializadas.
Estas diferenças refletem como cada geração associa atividade física, bem-estar e vida social de maneira distinta.
Prioridades em Evolução
Essas divergências nas despesas revelam a evolução do nosso relacionamento com o dinheiro ao longo do tempo. O que os jovens consideram essencial hoje pode ter sido visto como totalmente supérfluo por aqueles que viveram nas décadas de 70 e 80.
Em última análise, não se trata de determinar qual geração gasta melhor. Cada uma adapta as suas escolhas ao contexto era em que vive, às suas experiências e prioridades. E algumas despesas atualmente vistas como desnecessárias, podem amanhã ser entendidas como perfeitamente normais.
Cet article est proposé à titre informatif et de réflexion. Il ne constitue en aucun cas un avis médical, psychologique ou professionnel. Les notions évoquées s’appuient sur des recherches publiées ainsi que sur des observations éditoriales, et ne résultent pas d’une évaluation clinique. Pour votre situation particulière, veuillez consulter un professionnel qualifié.




