Políticos de Madrid dão de novo vida a La Venta del Batán  

O rugido das motosserras quebra o silêncio, uma manhã fria e ensolarada de Dezembro na Venta del Batán há cinco anos fechada.

A Comunidade de Madrid e a Câmara Municipal da capital assinaram um acordo no mês passado para devolver o esplendor a este berço de figuras do mundo dos toiros, uma equipa de operários tem trabalhado arduamente para renovar os currais e a pequena Plaza de la Casa de Campo onde toureiros como El Juli, Uceda Leal ou Joselito deram os primeiros passes quando ainda eram crianças.

As latas de tinta branca e vermelha com que os operários renovam as paredes e portas do complexo exemplificam o primeiro passo para o renascimento da Escola Taurina de Madrid após o ferrolho que ameaçava a sua extinção desde a sua fundação em 1976.

Até agora, os alunos da Escola ‘El Yiyo’ recebiam as suas aulas num ambiente de autêntico luxo: a praça monumental de Las Ventas. O acordo levará de volta os jovens toureiros a um ambiente mais “comedido” o Batán. Outros dos aliciantes da renovação do Batan será estadia e exposição dos toiros a lidar na Monumental de Las Ventas antes da sua transferência para as instalações da praça.

A Câmara Municipal participará como júri dos Prémios Taurinos da Feira de San Isidro, e recuperará o camarote institucional que tradicionalmente ocupava na praça e que foi renunciado na época de Carmena. Caberá ao Governo da cidade de Madrid a conservação e manutenção das instalações de Batán, enquanto a Comunidade providenciará os recursos humanos para a Escola de Tauromaquia e assumirá – directamente ou através da empresa adjudicatária a gestão da Praça de Las Ventas- as despesas da exposição e permanência dos toiros na Venta del Batán.

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