Os jovens de hoje perderam 9 experiências da infância que tornaram as crianças das décadas de 70 e 80 mais resilientes

As crianças que cresceram nas décadas de 70 e 80 mostraram, frequentemente, uma **resiliência** que parece escassa nas gerações atuais. Este fenómeno é, em parte, devido ao ambiente transformado onde os jovens de hoje se vêm inseridos. O ritmo acelerado da vida moderna e a predominância dos **ecrãs** trouxeram novas dinâmicas, tornando as atividades ao ar livre menos comuns. Os pais, mais presentes e protetores, também adotaram uma abordagem diferente em comparação com as décadas passadas.

As regras de segurança, que se tornaram mais rigorosas, influenciam profundamente como se construíram as experiências infantis nos dias de hoje.

Muitos jovens contemporâneos perderam oportunidades que possibilitaram às crianças dos anos 70 e 80 desenvolverem uma resiliência acentuada. Isso relaciona-se com um ambiente contemporâneo fortemente centrado na tecnologia, e com a evolução das expectativas parentais e normas sociais de segurança.

As experiências que desenvolveram a resiliência nas crianças das décadas de 70 e 80:

1. Jogos ao ar livre sem supervisão

As crianças dos anos 70
Imagens Pexels

As crianças nascidas nas décadas de 70 e 80 eram frequentemente designadas como “crianças independentes”, esperançosas de que aprendesse a **maturidade** sozinhas.

Embora estas crianças passassem tempo valioso com a família, o seu tempo livre pertencia-lhes desde cedo.

Era comum que essas crianças brincassem fora, se envolvessem em atividades lúdicas sem um adulto por perto. Essas experiências criaram indivíduos mais **criativos**, **resilientes** e **responsáveis**, embora não tenham sido sempre fáceis.

Enquanto os últimos da geração anterior ainda experimentaram esse tipo de infância, muitas crianças de hoje têm um **telefone** ao alcance desde a adolescência.

Portanto, a infância contemporânea é mais marcada pela presença constante de ecrãs do que por aventuras em meio à natureza e interações sociais enriquecedoras.

2. Oportunidade de errar longe dos olhares

Os jovens que cresceram sem um telefone na infância ou com pais que controlavam as suas atividades online poderiam, até certo ponto, evitar a ansiedade moderna, mas muitos foram imersos em um estado de preocupação devido à **exposição** na mídia.

Um erro pode ser amplamente divulgado e permanecer na internet para sempre, mesmo sem uma grande quantidade de seguidores.

A maioria dos jovens acabou assim ligada à **cultura de cancelamento**, tendo menos margem para erro, já que cada momento da sua vida está sob constante vigilância.

Como consequência, muitos jovens adultos sentem-se ansiosos ao arriscar sair da sua **zona de conforto** ou até mesmo ao expressar-se.

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3. Encarar consequências dos atos pessoalmente

As crianças dos anos 70

Enquanto muitos jovens de hoje enfrentam disciplina dos pais ou conflitos em grupo, a sua responsabilidade assume uma forma diferente. As consequências podem ser, em alguns casos, atenuadas pela **dissimulação** proporcionada pelas redes sociais.

Para a geração anterior, a comunicação face a face era essencial para resolver conflitos e exprimir opiniões, proporcionando oportunidades valiosas para a **crescimento pessoal**.

Esse contato direto, embora às vezes conflituoso, ajudou a moldar a **resiliência** e a **comunicação eficaz**.

4. Practicar hobbies que exigiam paciência

Os hobbies das crianças das décadas de 70 e 80, como a fotografia analógica, exigiam um grau de **paciência**. Era preciso esperar que as fotos fossem reveladas.

Assistir a um filme ou recordar momentos importantes em conversas com os amigos também demandava tempo e expectativa.

Nesse contexto, a paciência tornou-se uma virtude, frequentemente subestimada na cultura contemporânea, marcada pela **gratificação instantânea**.

5. Leitura e pesquisa a partir de suportes impressos

Seja folheando enciclopédias para um trabalho escolar ou mergulhando na leitura de um livro, as crianças daquela época cultivaram a resiliência por meio da interação física com materiais impressos.

As atividades manuais, como a escrita, eram essenciais, proporcionando-lhes habilidades úteis para a vida adulta, mas a forma palpável de aprendizado contribuía significativamente para o seu caráter.

Os jovens de hoje, embora ainda leiam livros, enfrentam a tentação e a conveniência dos telemóveis que podem, em algumas situações, dificultar o desenvolvimento das habilidades necessárias.

6. Permanecer em silêncios sublimes

As crianças dos anos 70

Para muitos jovens, o tédio era insuportável, mas a atualidade é marcada por estímulos constantes.

Os jovens mais novos, com acesso a telemóveis desde tenra idade, veem o silêncio e o tédio como verdadeiros desafios.

Diferentemente das gerações anteriores, que aprenderam a lidar com o tédio, muitos jovens de hoje apropriam-se essencialmente da tecnologia para preencher momentos de solidão.

Os sinais são visíveis, com a necessidade constante de entretenimento, como ouvir música ou ver séries, até mesmo durante atividades rotineiras.

7. Uso de linhas fixas

Os jovens das décadas de 70 e 80 tiveram que desenvolver **resiliência** e paciência nas suas relações, usando telefones fixos e esperando que uma linha esteve livre para uma chamada.

Embora a comunicação moderna facilite as interações, a construção de laços sociais requer um esforço considerável, especialmente para aqueles que não foram expostos a essas dinâmicas desde cedo.

8. Formação da identidade fora do online

Embora os jovens de hoje tenham a oportunidade de explorar a sua identidade fora das redes, muitas vezes sentem uma pressão constante para se manterem atualizados e conectados.

As crianças das décadas de 70 e 80 não sentiram essa pressão, construindo a sua identidade de forma mais natural.

A influência da cultura continuou a existir, mas deu-lhes mais liberdade para a experimentação e auto-expressão.

Esta comparação exponencial, comum nos dias de hoje, tender a criar conflitos internos que não existiam da mesma forma antes.

A resiliência surgida então baseou-se em fundamentos internos e no desenvolvimento pessoal, enquanto hoje é frequentemente moldada por tendências e conteúdos mediáticos.

9. Cuidar dos irmãos mais novos

Chegar a casa e encontrar a casa vazia era uma experiência comum para os jovens das décadas de 70 e 80.

À medida que os pais trabalhavam longas horas, esforços eram esperados dos filhos, desde cuidar dos irmãos mais novos a desempenhar tarefas domésticas.

Esse apoio familiar, mesmo que sem compensações imediatas, ensinou muitas lições sobre **responsabilidade** e **persistência**.

Em contraste, a cultura parental atual tende a ser mais protetora, refletindo os medos e ansiedades herdados de uma formação diferente.

Reflexão Final

As crianças dos anos 70

As diferenças geracionais revelam a evolução contínua do mundo, das tecnologias e dos estilos de vida.

Enquanto as crianças dos anos 70 e 80 desfrutaram de maior liberdade, os jovens de hoje enfrentam um ambiente mais conectado e acelerado.

Assim, cada época traz consigo desafios únicos, sugerindo que a **resiliência** não se extingue, mas sim se transforma conforme os contextos evoluem.

Este artigo é apresentado apenas para fins informativos e reflexivos. Não deve ser interpretado como aconselhamento médico, psicológico ou profissional. As ideias aqui expostas baseiam-se em investigações publicadas e observações editoriais, e não resultam de uma avaliação clínica. Para questões específicas, consulte um profissional qualificado.

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