“De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos”

Cavaleiros

 

Manuel Telles Bastos

Marcos Bastinhas

Luis Rouxinol Jr

 

Forcados

Ribatejo

Chamusca

Beja

 

Ganadaria

Prieto de La Cal

 

 

O segundo festejo integrado na tradicional feira de Outubro, tinha o aliciante de nos proporcionar a apresentação em Portugal de uma ganadaria espanhola, muito pouco cómoda para os artistas.

Esperava-se uma tarde de grandes emoções e de competição perante casa esgotada de acordo com as novas imposições da DGS.

 

O curro apresentou-se no geral manso, com alguns exemplares a mostrarem-se encastados, a pedir que as coisas fossem bem feitas, com muita mobilidade inicial, mas depois a virem a menos e era aí que se pedia mais ligação por parte dos cavaleiros, era preciso que estes pisassem os seus terrenos, no inicio adiantavam-se mas com o decorrer da lide, faltava por vezes toiro no embroque, a apresentação foi correcta para esta praça. Apesar do curro não ficar a dever nada à bravura, esperava-se mais dos três jovens que esta tarde estavam em competição.

 

Abriu praça o mais velho de alternativa, Manuel Telles Bastos, nos compridos andou correcto, nos curtos cravou a ferragem da ordem sem grandes notas de registo. Volta

 

Na segunda lide perante um toiro com 505kg, andou regular nos compridos. Nos curtos não percebeu bem os terrenos do toiro, passando algumas vezes em falso, denotando vontade de fazer as coisas com seriedade, mas nem sempre da melhor forma, ficou-nos um curto de boa nota na retina, contudo foi uma lide sem história. Não deu volta.

 

Marcos Bastinhas quis passar a mensagem de ao que vinha, esperando o oponente que na balança pesou 520kg à porta dos sustos. A sorte resultou emotiva, com o cavaleiro de Elvas a trazer o toiro na garupa para, no centro da arena, dobrar-se como se de um capote se tratasse. O publico gostou aplaudindo com gáudio, contudo não soube dar continuidade a este excelente início de lide, sofrendo vários toques na montada, acabou por cravar um ferro ou outro de melhor nota, mas ainda assim, ficou a sensação que podia ter feito muito mais e melhor. Apesar de autorizada, entendeu não dar volta num gesto de humildade.

 

O seu segundo pesou 515kg, de todos o mais voluntarioso, contudo algo escasso de forças. Nos compridos, denotou alguma irregularidade na ferragem comprida, nos cursos apresentou alguma dificuldade na cravagem, resultando esta dispersa, terminou com um vistoso ferro de palmo. Volta autorizada, contestada pelo público.

 

O mais jovem cavaleiro de alternativa do cartel, perante um toiro com 530kg, tentou receber através de uma sorte gaiola, contudo esta resultou, acabou por conseguir trazer o toiro na garupa, várias voltas à praça, levando emoção às bancadas. Nos compridos cumpriu e nos curtos não deixou marcas de registo. Volta

 

A fechar a corrida perante um toiro de 510kg, este um pouco diferente dos seus irmãos de camada, mais sério e a pedir outras contas, esteve bem nos compridos. Nos curtos andou regular, por vezes ligado como o toiro pedia, deixando a sensação de que, esta lide foi talvez a mais regular e conseguida da tarde sem, no entanto, resultar redonda, terminou com um bom “palmito”. Volta.

 

No capítulo das pegas, os três grupos estão de parabéns, todas as pegas foram à 1ª tentativa, presenteadas com 6 chamadas ao centro da arena.

 

Abriu o mais antigo grupo em praça, amadores do Ribatejo, por intermédio do seu cabo, Pedro Espinheira, o toiro saiu solto, a reunião resultou eficaz e o grupo fecha bem.

 

Para o segundo, Miguel Santos dos amadores da Chamusca, o toiro sai solto, reúne na perfeição e faz a viagem bem fechado com o grupo a ajudar.

 

Para o terceiro, Manuel Maria Vicente, envergando a jaqueta do grupo Alentejano. Dedicou a pega a um grande forcado do grupo dos anos 70/80, José Manuel Carvalhosa, homem da terra. Manda vir, aguenta uma reunião brusca, com o grupo a fechar bem, boa 1ª ajuda de João Graça.

 

A abrir a segunda parte da corrida novamente o grupo do Ribatejo, desta vez Rafael Costa, mandou, provocou a investida do toiro, reuniu com eficiência e o grupo ajudou bem.

 

Para o quinto Bernardo Borges pelos amadores da Chamusca, brindou a um dos grandes, o antigo cabo do grupo de Vila Franca, Vasco Dotti. O forcado esteve correcto no cite, carregou a sorte, reuniu bem e o grupo fecha a pega sem problemas.

 

Para último ficou reservado o momento alto da corrida, Francisco Patanita, pelos amadores de Beja, pega dedicada com muita emoção a um antigo elemento do grupo, residente em Vila Franca, João Lira. inicia o cite com garbo, carregou, mandou vir e aguenta uma reunião dura, o toiro rompe pelo grupo dentro, com este a ajudar superiormente, a pega é fechada praticamente no sítio de onde o toiro saiu. Grande pega. O publico pediu segundo regresso ao centro da arena, mas o forcado mostrando humildade não acedeu e saiu.

 

Dirigiu a corrida o Sr. Ricardo Dias, assessorado pelo médico veterinário o Dr. Carlos santos, o cornetim de serviço, o grande José Henriques.

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