Sobral de Monte Agraço uma vez mais Praça Cheia

Sobral de Monte Agraço uma vez mais Praça Cheia

  • 11 de setembro de 2022, Sobral de Monte Agraço
  • Cavaleiros: António Ribeiro Telles, Emiliano Gamero, Miguel Moura, João Salgueiro da Costa, Luís Rouxinol Jr
  • Forcados: Lisboa e Chamusca
  • Ganadaria: Casa Prudêncio
  • Direção de José Soares assessorado por Jorge Moreira da Silva
  • Praça Cheia!

 

Sobral de Monte Agraço,  a viver em pleno as suas Festas e Feira de Verão, voltou a encher a centenária Praça de Toiros, sem esgotar, mas com uma extraordinária moldura humana, para presenciar uma corrida de toiros à portuguesa, com seis cavaleiros e dois Grupos de Forcados, frente a um curro de toiros da Casa Prudêncio, de irrepreensível apresentação e que deram um excelente jogo, com exceção do sexto, de tal forma que o ganadeiro, Dr. João Andrade, foi chamado a dar  volta ao ruedo, por duas vezes, nos terceiro e quinto da ordem.

 

Coube a António Ribeiro Telles, abrir a função, frente a um Prudêncio, que acusou na báscula o peso de 605 quilos, o mais pesado da corrida, e que o Mestre da Torrinha, soube, conduzir por caminhos, nada fáceis, por forma a deixar a ferragem da ordem sem castigar demasiado as montadas e transmitir ao público, uma sensação de tranquilidade, fruto de conhecimentos adquiridos e de uma brega cuidada.

 

Em segundo lugar saiu o rejoneador mexicano, Emiliano Gamero, que apresentou um toureio diferente, alegre, onde não faltaram as piruetas, e as levadas, bem como ferros de várias marcas, incluindo sortes de violino, chegou ao público com facilidade e desfilou no ruedo do Sobral a sua quadra de cavalos.

 

O jovem Miguel Moura, enfrentou em terceiro lugar, um Prudêncio, que pedia, arte e engenho, para levar de vencida as suas duras investidas. Assim, com uma brega poderosa, com a montada a ladear na cara do adversário, o mais novo da casa Moura, foi deixando a ferragem, em sortes cingidas e emotivas. Estava consumado o primeiro triunfo forte da tarde.

 

Após um breve intervalo, para cuidar do estado da arena, foi a vez do mais novo dos Salgueiros, João Salgueiro da Costa, dar lide ao quarto da ordem. E não querendo ficar a dever nada aos seus alternantes, procurou nas sortes frontais a emoção dos seus ferros, sofreu alguns toques, mas foram de superior execução os últimos dois curtos.

 

Tal como diz o ditado “não há quinto mau”, Luís Rouxinol Jr ditou a confirmação, neste domingo, na praça do Sobral. Dois compridos a abrir e aproveitando as boas qualidades de oponente, deixou quatro curtos de excelente nota, sendo o ultimo de se lhe tirar o chapéu. Mudou de montada e coloca um par de bandarilhas, no centro da arena, seguido de um palmito, com o público já rendido à sua extraordinária atuação. Deu volta no final, acompanhado do forcado de turno e do ganadeiro, João Santos Andrade.

 

Encerrou o festejo o ainda Praticante, António Ribeiro Telles Filho, que teve pela frente, o menos potável da corrida. Descaía para tábuas, desligava-se, não permitindo ao jovem ginete da Torrinha, a melhor colocação para deixar o ferro. Mesmo assim, deitando mão aos seus conhecimentos e à sua arte, conseguiu deixar a ferragem regulamentar, através de sortes sesgadas, a que o publico reconheceu a vontade de agradar e fazer as coisas bem feitas.

 

No que toca aos Grupos de Forcados, estavam em competição e a disputar um trofeu para a melhor Pega, os Amadores de Lisboa e os Amadores da Chamusca, capitaneados respectivamente por, Pedro Maria Gomes e Nuno Marecos.

Para a primeira intervenção dos da Capital, o Cabo escolheu Daniel Batalha, que frente ao mais poderoso da corrida, esteve correto no cite, esperou o suficiente para reunir e aguentar uma dura viagem até tábuas, onde o grupo ajudou em bloco, consumando-se a pega ao primeiro intento. A segunda intervenção dos Alfacinhas, foi entregue a Tiago Silva, que na primeira tentativa não entendeu a investida do Prudêncio, retificando à segunda intervenção. Encerrou a participação dos Amadores de Lisboa, o jovem Nuno Fitas, que efetuou uma vistosa cara à primeira tentativa.

Pelos Amadores da Chamusca, Nuno Marecos, indigitou para a primeira intervenção, Diogo Marques, que citou com correção, reuniu bem, mas a meio da viagem, o toiro meteu a cara no chão e deu uma volta sobre si mesmo, ficando toiro e forcado estatelados na arena, quando o toiro se levantou, quem estava na cara não era Diogo Marques, mas outro companheiro das ajudas, contudo Nuno estava agarrado ao toiro, sendo prontamente metido na cara, dando-se a sorte dada por consumada ao primeiro intento. Para a segunda participação dos Chamusquenses, foi escolhido João Narciso, que na primeira tentativa não resistiu ao forte derrote da reunião, consumando à segunda tentativa uma dura e vistosa pega. Para encerrar a participação dos Amadores da Chamusca, foi escolhido Gustavo Rodrigues, que na primeira tentativa não consumou a sorte, emendando ao segundo intento, onde saiu lesionado, felizmente sem consequências de maior o primeiro ajuda Luis Ribeiro.

 

Um júri nomeado para o efeito, atribuiu o prémio da melhor pega a Daniel Batalha, efetuada ao primeiro toiro da corrida.

Importa referir que todos os cavaleiros atuaram ao som dos acodes da Banda do Ateneu Artistico Vilafranquense e deram volta à arena acompanhados dos forcados de turno e por duas vezes do Ganadeiro, Dr João Santos Andrade.

A direção da corrida esteve a cargo do delegado José Soares, assessorado pelo médico veterinário Jorge Moreira da Silva e pelo cornetim José Henriques.

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