Serpa homenageou José Luís Pires

José Luís Pires, emblemático aficionado de Serpa foi merecidamente homenageado no festival taurino que durante tantos anos organizou. Grande senhor dos toiros, foi presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Serpa. Ontem, 6 de abril, Serpa homenageou este bom amigo da terra que tanto fez pelos toiros naquela localidade.

Cartel variado, com diferentes gerações do toureio equestre, três grupos de forcados e cinco ganadarias proporcionaram aos aficionados que preencheram cerca de metade da lotação do tauródromo uma tarde que resultou entretida e com vários motivos de interesse.

Abriu praça o Maestro João Moura que lidou o exemplar da ganadaria Eng. Luís Rocha. Novilho bem apresentado, que foi reservado e “agarrado” ao piso durante toda a atuação, não emprestando emoção à função. João Moura esteve correto durante toda a atuação, abrindo com dois corretos compridos. Em curtos, esteve bem e cravou uma série de ferros de boa nota, rematando a função com dois ferros de palmo, destacando-se o primeiro.

Luís Rouxinol lidou em segundo lugar o novilho de Falé Filipe e teve uma feliz passagem por Serpa. Os festivais taurinos têm para os aficionados o interesse de ver cavalos novos e saber o que nos trazem os cavaleiros para a temporada que se inicia. O cavaleiro de Pegões estreou ontem em Serpa um cavalo e uma égua: o Olimpo e a Nazaré. Abriu a lide montando o Olimpo com o qual deixou com correção a ferragem comprida. Nos curtos, montando a Nazaré, subiu a fasquia e realizou uma boa faena. Bem a cravar e a preparar e rematar as sortes. Destaque para o bonito recorte na preparação do quarto curto. Terminou a função com dois ferros de palmo, muito bem rematado o último. O novilho de Falé Filipe foi nobre e colaborou com a função.

Filipe Gonçalves foi o encarregue de lidar o terceiro novilho da tarde pertencente à ganadaria Condessa de Sobral. Abriu a função com dois ferros compridos, de melhor efeito o segundo. Nos curtos, a atuação decorreu em tom crescente. Iniciou com correção a ferragem curta, destacando-se bonitos momentos de brega. Terminou a função com dois ferros de palmo, tendo apenas ficado um, e um par de bandarilhas bem executado e que chegou com muita força ao público. O novilho que lhe tocou em sorte cumpriu com a função.

Transposto o equador do festejo, António Brito Paes regressou às arenas após quase dois anos sem tourear e certamente terá motivos para estar satisfeito com esta sua reaparição. Iniciou a função em tom mais discreto com a cravagem de dois ferros compridos, o primeiro algo traseiro. Nos curtos esteve em muito bom plano, baseando a sua atuação em entradas ao pitón contrário que resultaram e chegaram ao público. Foi uma série de ferros cingidos, destacando-se o segundo e terceiro. Lidou o exemplar de Varela Crujo que cumpriu sem impor grandes dificuldades ao labor do cavaleiro.

António Prates lidou o quinto exemplar do festejo, pertencente à ganadaria Ascenção Vaz, que foi voluntarioso e com mobilidade, embora lhe escasseassem as forças. Queria mais do que podia. António Prates iniciou a função com correção na ferragem comprida. Nos curtos, a prestação foi algo irregular, tendo ido a mais. Após algumas abordagens em que não conseguiu deixar o primeiro ferro, emendou a mão e deixou com correção a ferragem da ordem, terminando com um ferro de palmo.

Fechou a tarde António Ribeiro Telles filho que realizou uma prestação à qual não há defeitos a apontar. Tocou-lhe o exemplar que impôs mais dificuldades, pertencente à ganadaria Condessa de Sobral, e o cavaleiro esteve muito bem com ele. Deu a devida importância aos ferros compridos que resultaram de bom efeito, com destaque para o muito bom terceiro. Nos curtos, em abordagens frontais, cravou uma série de ferros de belíssimo efeito, estando bem a lidar e a mexer no toiro. Excelente lide a fechar a tarde.

No capítulo das jaquetas de ramagens, estiveram em praça os Grupos de Forcados Amadores Real de Moura, de Cascais e de Beja.

Abriu praça pelo Real de Moura Ismael Amador que concretizou ao terceiro intento. Mário Rosa concretizou à quinta tentativa a pega ao quarto da tarde, depois de protagonizar uma dura terceira tentativa, na qual aguentou uma longa viagem, não conseguindo no entanto ficar na cara do toiro.

Pelos Amadores de Cascais João Galamba fechou-se bem e concretizou ao primeiro intento a pega ao segundo da ordem. Ricardo Silva consumou com mérito a pega ao quinto da ordem à segunda tentativa.

Pelos Amadores de Beja Paulo Moreno fechou-se bem e contou com boa ajuda do grupo para concretizar ao primeiro intento a pega ao terceiro da ordem. Thierry Gonçalves fechou a tarde diante de um novilho que impôs dificuldades. Consumou à quarta a sesgo.

O espetáculo foi dirigido por Agostinho Borges assessorado pelo médico-veterinário Dr. Carlos Santana.

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