Sábado de Páscoa significa Festival de Serpa

Crónica

Sábado de Páscoa significa festival de Serpa, esta data integrada nas festas em honra da Nossa Senhora de Guadalupe, é já incontornável no calendário taurino no sul do País.

Em boa hora, José Luís Pires, na qualidade de presidente do bombeiros voluntários locais, tem mantido a coragem de organizar este festival de beneficiação para esta colectividade, pois tem funcionado muito bem ano após ano e este não foi diferente.

Mas vamos ao que interessa, estava anunciado um cartel bem montado e plural que ia de encontro aos mais variados gostos dos aficionados, este ano sem figuras de postim espanhol, mas o público correspondeu de igual forma e permitiu uma boa entrada na ordem dos 3/4 de casa.

Luís Rouxinol, Ana Batista, António Brito Paes e Luís Rouxinol Jr no que aos cavaleiros diz respeito, Nuno Casquinha e Diogo Peseiro na parte apeada e os grupos de forcados de Cascais e Beja, fizeram as cortesias numa excelente tarde de sol ao som dos pasodobles tocados pela banda de serpa, os novilhos-toiros com apresentação adequada para o tipo de espectáculo em causa, pertenciam às ganadarias: Casquinha, António Raul Brito Paes, Luís Rocha, Ascensão Vaz e Varela Crujo.

Abriu a tarde Luís Rouxinol frente a um novilho de Casquinha, andou ligado sem nunca ter rompido, acabando mesmo por não evitar um toque na montada, terminou com um vistoso par de bandarilhas.

Seguiu-se Ana Batista frente também a um Casquinha, o seu primeiro ferro comprido foi de boa nota, seguiu-se uma boa série de curtos, terminando com um ferro de palmo, deixou bom ambiente nesta sua passagem por Serpa.

A Brito Paes saiu-lhe o mais complicado da tarde, frente a um toiro da casa o cavaleiro com fortes raízes na região, teve uma lide bem conseguida, não baixou os braços e conseguiu dar a volta a este manso com muito labor, deixou bons ferros e andou ligado.

Rouxinol Jr. foi o melhor da tarde, iniciou com uma emotiva sorte gaiola frente a um novilho enviado pelo Eng. Luís Rocha, deixou bons ferros, destacando-se o terceiro curto onde deu vantagens ao toiro, permitindo a saída deste e aguentando bem, deixa um ferro de boa nota, boa lide e a chegar facilmente às bancadas.

Para o final ficou a parte apeada, não houve muita história nas lides de Nuno Casquinha e Diogo Peseiro, ainda assim Casquinha esteve melhor, frente a um bom ascensão sempre a humilhar e a permitir, conseguiu uma boa série de “derechazos” e outra ao natural de boa nota, mas ficou no ar que podia ter feito mais, ainda assim esteve bem e com vontade.

Diogo Peseiro teve uma passagem sem muita história por Serpa, frente a um novilho de Varela Crujo, cumpriu na muleta, andou melhor pela esquerda, acabou por não evitar uma voltareta sem consequências de maior, mostrou contudo muita força de vontade.

Os grupos de Cascais e Beja não sentiram problemas de maior, aproveitando para rodar rapaziada mais nova.

Por Cascais pegou João Galamba à segunda tentativa e bem, na primeira descompôs o toiro ao carregar fora de tempo, saindo após a reunião e João Silva bem à primeira tentativa.

Por Beja foi para a cara do seu primeiro José Tiago, boa pega a fazer tudo bem, mandando na investida reuniu bem e o grupo fechou da melhor maneira, para o último Moisés Moura também à primeira tentativa, não reuniu de forma perfeita mas teve braços para se manter na cara do toiro, para isso contribuiu também a excelente ajuda de João Graça.

Dirigiu com acerto o Sr. Tiago Tavares, onde deu nas vistas ao não permitir durante o segundo tercio na lide de Nuno Casquinha, a cravagem de um par por intermédio de um desconhecido a pedido do matador, bem! Mandou a força de segurança presente no local identificá-lo, mesmo em clima de festa e em registo de festival, há princípios que têm de ser cumpridos, não pode valer tudo e o respeito pelo público não pode ser beliscado. Foi coadjuvado pelo médico veterinário Dr. Carlos Santana.

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