Praça cheia no Montijo e falta de toiros

Local: Montijo
Data: 28 de Junho de 2019
Cavaleiros: Luís Rouxinol, Pablo Hermoso de Mendonza e João Moura Caetano
Ganadaria: Irmãos Moura Caetano
A praça de toiros do Montijo encheu para a nona corrida da Adega de Pegões integrado nas festas de São Pedro.

O grande atractivo da corrida era o regresso de Pablo Hermoso ao Montijo.

Os toiros da ganadaria Irmãos Moura Caetano trazidos ao Montijo para esta noite com os pesos compreendidos entre os 500 e os 568 quilos com que foram anunciados eram de muito modesta apresentação. Quanto ao comportamento, não diria que estiveram a baixo da expectativa mas sim muito aquém do mínimo exigido para uma corrida desta importância em que temos das poucas oportunidades de ver em Portugal a classe de Pablo Hermoso. Bem sei que os toiros são como os melões, e que só depois de saírem é que se vê se servem ou não, mas a inclusão deste tipo de toiro só prejudica um espectáculo onde o público, que era muito, podia sair muito mais satisfeito. Os toiros foram na generalidade perdidos de mansos, a procurarem o refúgio nas tábuas e muito desinteressados nos cavalos.
Luís Rouxinol teve duas lides muito esforçadas, onde tudo fez para conseguir arrancar alguma coisa aos toiros que lhe couberam. Dois toiros mansos, o segundo com um bocadinho mais de mobilidade mas que em nada contribuíram para o espectáculo. De aplaudir foi a entrega de Rouxinol, um profissional de mão cheia.
Pablo espalhou a sua classe e o magnífico arranjo dos seus cavalos. No primeiro toiro que praticamente não se mexeu, tudo fez e desenhou na perfeição, as sortes nos curtos com o Berlim não podiam ser mais perfeitas mas quando não há toiro… No segundo toiro, quinto da noite e único que serviu na corrida, Pablo conseguiu tirar ao toiro tudo o que que lhe faltou. O toiro tinha um bocadinho de mobilidade e essa foi aproveitada com a muita experiência do rejoneador e com o seu ímpar sentido de espectáculo.
João Moura Caetano teve uma infeliz passagem pelo Montijo. Tocaram-lhe os piores toiros, as coisas não correram bem. O público ansiava por ver a estreia do seu novo cavalo ” Campo Pequeno” que aconteceu mas esta estreia não foi auspiciosa, tendo mesmo o cavaleiro que sair com o segundo ferro curto na mão para trocar de montada e resolver a lide do toiro com ferros à meia volta.
Noite para esquecer.
Quanto aos forcados, estava em disputa o prémio para a melhor pega que foi ganho pelo gigante forcado Diogo Amaro do Grupo de Forcados Amadores do Barrete Verde de Alcochete. Citou cá de trás, aguentou uma viagem duríssima onde o forcado da cara se realçou pela alma com que se agarrou ao toiro para lá ficar mas também pela dificuldade do grupo em ajudar. A outra pega do grupo foi executado pelo cabo Marcelo Loia, que mandou bem no toiro e também fez dura pega ao primeiro intento.
Pelo Grupo da Tertúlia Tauromáquica do Montijo pegaram o cabo Márcio Chapa á terceira tentativa com ajudas carregadas, depois de nas duas primeiras tentativas não ter recebido bem o toiro e não se fechando bem. Luís Carrilho pegou correctamente á primeira tentativa um toiro que se arrancou de largo.
O cabo Ricardo Figueiredo do Grupo de Forcados Amadores do Montijo pegou o primeiro toiro do seu grupo á terceira tentativa com as ajudas já em cima, depois de na primeira tentativa o toiro ter afocinhado deixando o forcado no chão e na segunda não se ter agarrado o suficiente para ficar na cara toiro. Isidoro Cirne pegou o segundo toiro do seu grupo numa boa pega á primeira tentativa.

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