PIMEL em Alcácer

PIMEL em Alcácer

  • 26 de junho de 2022, Alcácer do Sal
  • Feira da PIMEL
  • Cavaleiros: Marcos Bastinhas, Andrés Romero e João Salgueiro da Costa
  • Forcados: Montemor e Lisboa
  • Ganadaria: Mata-o-Demo
  • Direção de Agostinho Borges assessorado por Feliciano Reis
  • Praça a 1/2 de lotação

 

Por ocasião do Certame Agro-Industrial  integrado na Feira do Pinhão e do Mel PIMEL 2022, a empresa levou a efeito uma corrida de toiros, envolta em algumas polémicas que felizmente, foram ultrapassadas a tempo de levar o festejo para a frente.

Com uma presença de público que preencheu cerca de 1/2 da lotação do tauródromo João Branco Núncio, a corrida teve início com um minuto de silêncio em memória de Evaristo Cutileiro, forcado fundador dos Amadores de Évora e de Eurico Lampreia, forcado histórico dos Amadores de Lisboa, recentemente falecidos.

O curro de toiros com o ferro de Mata o Demo, de regular apresentação, deu bom jogo, facilitando o labor dos artistas, com especial destaque, para o lidado em último lugar, embora a direção da corrida, atribuísse volta ao ganadeiro, após a lide do quinto.

 

A Marcos Bastinhas, coube dar lide ao primeiro e quarto e no seu estilo peculiar, num misto de alegria e vontade de agradar, rubricou duas faenas muito idênticas, embora com adversários diferentes. Alternou ferros de boa categoria, com outros menos conseguidos onde não faltaram os pares de bandarilhas a duas mãos, como marca da casa, no entanto, poder-se-á, considerar a sua participação na corrida da PIMEL de valor bastante positivo.

 

O rojoneador, Andrés Romero,  contagiou o publico de Alcácer, com a sua forma de lidar, dentro de um estilo próprio, em ambas as participações. Mexeu com o Mata o Demo, em especial o saído em segundo lugar, deixou ferros de boa marca e em especial, uma brega ligada e cuidada.

 

João Salgueiro da Costa, vem subindo a escadaria do êxito, tarde a tarde, rubricou duas grandes atuações, com destaque para a lide do cabano, em terceiro lugar, que arrancava de forma brusca, para colher a montada. No que encerrou a sua participação em terras do Califado Núncio, esteve bastante esforçado, procurando a perfeição, quer na cravagem, quer na escolha dos terrenos, fato que por vezes não foi possível, no entanto, escutou música, em ambas as lides e deu volta no final.

 

Ao nível da forcadagem, que disputava um prémio para a melhor pega, estavam os Grupos de Forcados Amadores de Montemor o Novo e os Amadores de Lisboa, comandados, respetivamente, António Pena Monteiro e Pedro Maria Gomes.

O Grupo Alentejano, rubricou uma tarde redonda, com três pegas ao primeiro intento através de José Maria Marques, José Maria Pena Monteiro e Vasco Ponce.

Pelo Grupo da Capital, foram solistas Duarte Mira, à primeira tentativa, João Varanda, de cernelha, à quinta entrada, após três tentativas de caras e Nuno Fitas ao primeiro intento.

O júri do concurso de pegas, constituído pelos dois cabos, entendeu atribuir um empate, entre a pega efetuada por Duarte Mira e a efetuada por José Maria Pena Monteiro,  que repartiram o prémio entre si.

 

A direção da corrida esteve a cargo do delegado Agostinho Borges, assessorado pelo médico veterinário Feliciano Reis.

Abrilhantou o espetáculo a Banda de Musica da Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba.

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