Obrigado, Grupo de Forcados Amadores de Santarém!

Crónica

Escrevo estas sentidas palavras “na ressaca da festa”, como antigo forcado, responsável de um meio de comunicação mas acima de tudo como aficionado, pois quero assim passar aos que não tiveram o mesmo privilégio que eu de estar presente o que é essência da festa!

Só quem nunca esteve pode achar exageradas as minhas palavras.

De há 3 anos a esta parte sou convidado para estar presente no Dia de Campo do GFAS, dia que se celebra desde o centenário do Grupo. E que dia!

Não invejo muito, porque dos 4 últimos eventos estive presente em 3, e só não estive no primeiro, provavelmente o mais importante pela comemoração do centenário, devido à minha situação geográfica da altura.

Julgo que este dia, já não é só um dia do GFAS, mas sim um dia da afición, do Ribatejo, do campo e acima de tudo das tradições lusas, onde dois denominadores comuns perdominam, a Festa Brava e a família.

Tudo é executado a preceito, com amor e numa organização fantástica! Desde a ferra de gado manso, ao treino de antigos e actuais, seguido de uma missa, aos petiscos que cada um orgulhosamente apresenta e a casa dispõe, às carnes assadas lentamente à moda de Argentina. Acompanhadas nas tendas de bebidas com cerveja, caipirinhas e afins, cafés, fartutas e até carrocéis para os mais novos, loja de produtos do Grupo, jogo de cabrestos e Campinagem da boa, ao ritmo da charanga e os seus pasodobles.

Foi, uma vez mais, daqueles espécies de casamentos com muitos convidados, onde vamos encontrando amigos ao longo do dia. Tanta gente e tanta gente jovem, falaram-me em 500 ou 600 pessoas… desde 5 cabos do Grupo, a lendas eternas da Forcadagem Scalabitana, Maestros como o Moura, o João e António Telles, ao consagrado Telles Jr. Até houve oportunidade para ver um festival que entreteu a tarde onde aproveitamos para nos recostar na “chapada” e apanhar o Sol de encomenda que o São Pedro abençoou.

E os miúdos, tantos… que dia que passaram! Provavelmente muitos deles presos diariamente na sua rotina das metrópoles, tiveram ontem oportunidade de disfrutar de uma dia inesquecível, estiveram com os seus ídolos, brincaram aos ferros compridos, bregaram nos curtos e remataram com pegas imaginárias! Será certamente um dia que recordarão com a ansiedade para que o próximo chegue depressa.

Sempre que vou a caminho de casa neste dia, penso que sou um previligiado por mais ano ter estado presente.

Por isso mesmo quero agradecer ao Dr. Carlos Ferreira, por mais uma vez me receber em sua casa, ao Cabo João por me permitir “matar o bicho” na ferra e ao meu Grande Amigo Diogo Durão, companheiro de “Guerra no Ultramar”, que todos os anos me liga a dizer: “Mira, traz a Maria, o Vicente e quem quiseres para a nossa festa, mas tu vens mais cedo para a ferra!”

Espero poder partilhar por muitos mais anos desta Centenária Família, é sinal que estou presente e que estou a desfrutar, tal como ontem dizia ao meu Inez, “Manel, não há dinheiro que pague isto…”

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