Manuel Escribano triunfa nos Açores

Manuel Escribano deu duas voltas à arena depois de uma boa faena a um toiro bravo e nobre de Rego Botelho. Pepe Moral também deu uma volta à arena após boa faena a um toiro notável da divisa continental de José Luís Cochicho. João Moura Jr. brilhou com o seu toureio e deu uma volta à arena em cada um dos seus oponentes.

Após o desaire da corrida a pé do dia 24 de Junho, eis que surgiu um toiro para honrar as divisas açorianas nas Sanjoaninas 2019. O toiro “Maninho”, de Rego Botelho, um sobrero que pesou 488 kg, e detentor de formas preciosas, foi claramente a estrela da feira.

O toiro de procedência Jandilla nunca deixou de repetir com entrega e bom recorrido à muleta de Manuel Escribano, após um luzido tércio de bandarilhas, traduzindo-se na faena mais vibrante e vistosa de toda a feira.

Alternando a faena entre as duas mãos, Escribano foi ganhando sitio numa fanea que foi a mais, tendo ela o seu ponto alto numa série redonda de derechazos, antes dos adornos com circulares e manoletinas que encerraram a faena com o toiro a ter a mesma nobreza e entrega iniciais.

No final Escribano deu duas voltas à arena sob calorosas ovações do público, compensando o a faena executada ao seu primeiro toiro da ganadaria de José Luís Cochicho, um hastado que rápidamente se esgotou. Perante este cenário Manuel Escribano saiu da Ilha Terceira como o máximo triunfador do toureio a pé das Sanjoaninas pelo segundo ano consecutivo.

No entanto, antes da segunda actuação de Manuel Escribano, Pepe Moral havia lidado um harmónico toiro de José Luís Cochicho que foi melhorando o seu desempenho graças ao mando que o toureiro espanhol foi impondo. Ao longo da importante faena que desenhou Pepe Moral, ficou na retina uma série notável de naturais rematadas com adornos de rodilhas em terra e passes de peito encadeados. No final Pepe Moral do seu primeiro toiro deu uma volta à arena, no entanto, no seu segundo pouco se viu do sevilhano devido às escassas qualidades que o toiro de Rego Botelho oferecia pela sua aspereza e mansidão.

Por sua vez João Moura jr. lidou o primeiro e quarto da ordem, ambos os toiros da ganadaria João Gaspar. O primeiro acabou por refugiar-se em tábuas, o segundo era um toiro cornalão berrendo e com elevada seriedade que media e carregava nos cavalos do toureiro.

Com grande oficio e classicismo, João Moura Jr. cravou com pureza, em todos os terrenos, frente aos seus dois toiros, destacando-se os ferros colocados ao seu segundo oponente montado no “Jamaica”, cavalo que, com apenas cinco atuações está à beira de converter-se numa autêntica estrela de toureio a cavalo pelo seu valor e expressividade.

Os Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense tiveram pela frente dois oponentes complicados, o primeiro que se havia rachado na lide, e o segundo pela violência que evidenciou. Foram caras, César Santos ao segundo intento e Luís Cunha ao terceiro.

 

Fotos André Pimentel

 

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