Lampreias pediram contas em Garvão

Por Gonçalo Valente

 

Lampreias pediram contas em Garvão

  • 7 de maio de 2022, Garvão
  • Cavaleiros: Filipe Gonçalves, Manuel Telles Bastos e Andrés Romero
  • Forcados: São Manços, Real de Moura e Beja
  • Ganadaria: António Lampreia
  • Direção de Agostinho Borges
  • Praça a ¾ de lotação

 

Pela tradicional feira de Garvão realizou-se mais uma corrida de toiros perante ¾ fortes de lotação, onde os ingredientes principais seriam o rojoneador espanhol e os toiros sempre exigentes de António Lampreia.

 

Coube abrir praça a Filipe Gonçalves, ao toureiro algarvio saiu-lhe em sorte um Lampreia alto e comprido, mas algo escorrido de carnes. O toiro revelou-se durante a lide manso, mas encastado, com investidas alegres para o ferro, adiantando-se sempre que não era colocado nos seus terrenos. Andou regular nos compridos, sendo que nos curtos mostrou vontade de triunfar, não foi uma lide plena, ainda sim deixou bom ambiente na praça. No seu segundo, um toiro que demonstrou bons apontamentos, andou regular nos compridos e em plano superior nos curtos, deixou alguns ferros de boa nota, terminando com o par de bandarilhas e um palmito. Bom regresso a Garvão.

 

Manuel Telles Bastos a substituir Miguel Moura, saiu-lhe em sorte um toiro distraído, com alguns laivos de manso. Regular nos compridos e nos curtos, pouco mais deixou neste seu primeiro toiro. No seu segundo, um bom exemplar do Monte de Nossa Senhora, que não foi aproveitado na sua plenitude. Lide regular sem nunca ter conseguido romper.

 

Andrés Romero trazia uma boa dose de expetativa à corrida. No seu primeiro, um toiro que se deixou lidar, mas por vezes adiantava-se o que originou alguns toques. Lide sem grande história. No seu segundo o rojoneador veio com ganas de triunfar e conseguiu. Aproveitou um toiro que se deixou lidar e protagonizou uma lide que chegou às bancadas. Saiu sob forte ovação do publico.

 

Para as pegas apresentavam-se três grupos da região, São Manços, Real de Moura e Beja.

Para abrir praça neste capitulo, João Amador por São Manços, esperavam-se dificuldades com o toiro a sair sempre pronto para o capote e com pata, na pega não foi diferente, manteve o mesmo comportamento e quando é assim pede-se que o forcado recue, assim não aconteceu e foi “despachado” após uma reunião dura. Seguiram-se mais duas tentativas com o forcado da cara a nunca conseguir entender o toiro, na última sai visivelmente maltratado e para a dobra Pedro Pontes. Segue-se uma tentativa a sesgo em que o toiro emprega toda a sua força na reunião e o forcado sai muito mal desta tentativa, nova tentativa o mesmo final. O toiro é tocado para a volta, com o forcado já muito desgastado, mas com muita alma, após algumas entradas mais com o coração, a pega é consumada com muita voluntariedade.

 

O segundo coube ao Real de Moura, para a cara Gonçalo Borges a concretizar a pega da tarde. Quando o toiro mostrou vontade de sair, o forcado leu-o bem e carregou para uma reunião dura e com pata a entrar pelo grupo dentro. Excelente pega.

 

A fechar a primeira parte Nuno Vitória, por Beja, não teve dificuldades em concretizar uma pega vistosa, deveria ter aguentado mais a investida, assim a reunião resultou defeituosa, mas a entrada do primeiro ajuda revelou-se fundamental para a sua concretização. Bem o grupo a fechar.

 

A iniciar a segunda parte novamente o grupo de São Manços, Duarte Teles executa uma pega limpa para motivar, após as complicações do seu primeiro toiro.

 

Para a cara do quinto José Maria Costa Pinto, do Real de Moura, nos últimos instantes antes da pega, saltou um copo ao toiro e este vai para a volta, Costa Pinto a cernelhar executa uma boa sorte, o rabejador entra primeiro e o cernelheiro entra mais tarde a demonstrar muita vontade em ficar no toiro.

 

Para o último da tarde de muito calor, José Tiago, de Beja, o toiro sai solto, o forcado apesar de não mandar na investida, aguenta, recua e concretiza uma boa pega com o toiro a entrar com pata pelo grupo dentro. Ajudas novamente eficientes.

 

Dirigiu com acerto, mesmo nos momentos de maior tensão, Agostinho Borges.

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