Francisco Mascarenhas: “Vamos fazer esta Festa por Moçambique!”

No dia 1 de Junho, a Praça de toiros das Caldas da Rainha recebe um Festival benéfico a favor das vítimas do furacão que destruiu Moçambique. Francisco Mascarenhas, cabo dos Amores das Caldas da Rainha, mentores desta ideia, afirma que se moçambique está na “cara do toiro” então eles estão lá para ajudar.

Sob o mote “Uma Festa por Moçambique”, no próximo dia 1 de Junho a Praça de toiros das Caldas da Rainha receberá um Festival benéfico a favor das vítimas do furacão que assolou aquele país no passado mês de Março.

Em praça estarão os cavaleiros Ana Batista, Joao R. Telles jr, António M. Brito Paes e Joaquim Brito Paes, os espadas Manuel Dias Gomes e Vasco Veiga e os Grupos deForcados Amadores de Montemos e Caldas da Rainha, enquanto os toiros serão gentilmente cedidos pelas ganadarias Prudêncio, Ribeiro Telles, Dr. António Silva, Manuel Veiga, Pégoras e Soc. das Silveiras.

Tauronews esteve à conversa com Francisco Mascarenhas, cabo das Caldas da Rainha, que afirma: “Se a Festa Brava, em geral, sempre se associou a causas solidárias, num grupo de forcados, onde procuramos activamente cultivar e promover valores e princípios altruístas de entreajuda e cooperação para superar os desafios, este sentimento está especialmente presente. Moçambique é visto por nós portugueses como povo irmão e a ligação entre os nossos países é histórica. Não conseguimos ficar indiferentes a esta catástrofe”.

O cabo dos Amadores das Caldas da Rainha: “Se Moçambique está “na cara do toiro” então vamos certamente saltar a trincheira para ajudar!!! O que faremos dentro de praça dará o mote para, na prática, fazer o mesmo fora da mesma. Acreditamos que só com este tipo de atitudes e iniciativas podemos garantir um mundo onde faz sentido existir. Um mundo solidário onde tomamos as dores alheias como nossas e decidimos unir esforços para ajudar quem precisa. A solidariedade é de facto essencial”.

Francisco acrescenta ainda que “face à imprevisibilidade dos tempos e desafios que surgem nesta esfera acelerada, há cada vez mais condições para sermos solidários neste mundo globalizado. É questão de decidirmos fazer a diferença porque, tal como os toiros não se pegam sozinhos, em última análise precisamos sempre uns dos outros para, mais que sobreviver, prosperar”.

O cabo do grupo está com as expectativas em alta: “As expectativas são primeiro que tudo uma casa cheia. É esta a prioridade. É esta a razão da iniciativa: apelar ao sentimento solidário das pessoas para que se traduza na maior ajuda monetária que conseguirmos e que certamente terá um impacto muito positivo na vida de tanta gente. Depois claro, que seja uma grande tarde de toiros e de triunfos para todos os intervenientes para que o público seja recompensado pelo nobre gesto de dizer na altura certa: presente! Vamos fazer esta Festa por Moçambique!”

O evento conta com a organização do Grupo de Forcados Amadores das Caldas da Rainha, em colaboração com a Fundação.LVida (a favor da qual reverterão todas as receitas) e o apoio institucional da Prótoiro.
Este festival, mais do que um simples evento, é uma demonstração inequívoca da solidariedade que sempre caracterizou o sector tauromáquico.

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