Inteligência toureira de Juli fez a diferença em tarde de chuva

Mais uma corrida de expectativa em Sevilha, que acabou por não ter grande expressão artística. Em praça os diestros Morante de La Puebla, El Juli e Alejandro Talavante

Nem tudo é mau em tarde menos conseguida a nível exibicional. Como dizia o comentador do canal toros, nestas corridas de expectativa, o aficionado espera tanto dos toiros e toureiros, que acaba por perder pormenores de grande nota, mesmo que a corrida não tenha sido efectivamente boa em termos de desempenho.

Foi assim a corrida de hoje na Real Maestranza, toiros sérios e imponentes de Garcigrande e Domingo Hernández que não corresponderam ás exigências de uma praça como sevilha. Os mais críticos vão certamente surgir pelo excessivo peso que os toiros apresentaram, dificultando a mobilidade desejada.

Como destaque, fica a faena inteligente de El Juli ao quinto toiro da ordem, a única orelha da corrida. É de facto impressionante a forma como Juli mete os toiros a colaborarem com o seu toureio. Inteligente pela forma como não castigou o seu segundo toiro na sorte de varas e deu os passes na medida certa. Esteve a gosto com o capote, vincou o triunfo com a muleta templada na cara do toiro e passes que empolgaram os tendidos nesta tarde de chuva.

Morante de La Puebla e Alejandro Talavante, não tiveram astados com possibilidade de alcançar sucesso. Morante perante o seu público, via-se pelas expressões que queria exprimir o seu toureio mas não era de todo possível, ficou a forma eficaz com que matou o seu primeiro toiro, até pareceu fácil.

Talavante, teve igualmente uma tarde com pouco relevo, onde os seus melhores momentos ficaram retratados no tércio de capote.

 

foto: mundotoro

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