Há valores que nem o vento conseguiu levar!

Há valores que nem o vento conseguiu levar!

Cavaleiros:

António Ribeiro Teles

Ana Batista

Miguel Moura

Mara Pimenta (Cavaleira praticante)

António Ribeiro Teles (Filho) (Cavaleiro amador)

 

Matador:

Manuel Dias Gomes

 

Ganadarias:

Várias ganadarias

 

Realizou-se mais um festival a favor dos bombeiros voluntários de Serpa, integrado nas festas em honra da Nossa Senhora de Guadalupe.

Numa tarde onde nem tudo o vento levou e as condições climatéricas não eram as mais convidativas para se ir aos toiros, ainda assim perante meia casa, o festival resultou agradável, os novilhos apresentaram-se condignamente, tendo em conta a exigência do espectáculo e no geral cumpriram.

Abriu a tarde o cavaleiro mais velho de alternativa, esteve regular nos compridos, nos curtos andou a gosto e em plano agradável.

Para o segundo da tarde Ana Batista, andou regular nos compridos, nos curtos cumpriu, lide no cômputo geral discreta.

Seguiu-se o Benjamin da casa Moura, perante um bom novilho, Miguel Moura realizou uma boa lide, sempre muito ligado ao oponente como é seu apanágio, alguns dos melhores ferros da tarde foram dele, terminou com um bom “palmito”.

Após o intervalo, onde a organização e bem aproveitou para preparar a arena, seguiu-se Manuel Dias Gomes, pela frente um bom novilho de Varela Crujo, o matador realizou uma boa lide não obstante o incomodativo vento que se fez sentir durante toda a tarde, andou sempre muito ligado e arriscou, assim, facilmente chegou ao publico arrancando os maiores aplausos da tarde, pena não termos tido a oportunidade de ver o comportamento do novilho pela esquerda. Dias Gomes deixou bom ambiente em Serpa, antevendo uma temporada promissora. Uma nota que é de elementar justiça destacar, há pequenos gestos que significam muito, na volta de agradecimento “o histórico matador da terra”, José Trincheira, foi chamado à arena para receber o carinho das suas gentes e recordar “os tempos que já lá vão”. De forma muito emotiva, José Trincheira ajoelhou-se na arena, sentiu a areia nas suas mãos e viveu ali um momento de saudade, foi notório o enorme carinho com que o publico retribuiu, são gestos como estes que mostram os valores da festa brava. Obrigado Manuel.

No quinto voltámos à lide a cavalo, Mara Pimenta apresentou ainda algumas lacunas, normais para inicio de temporada, ainda para mais tratando-se de uma jovem cavaleira praticante. Nos compridos apresentou algumas dificuldades na cravagem e nos curtos a lide resultou um pouco irregular.

Para fechar esta tarde de muito frio e vento, António Ribeiro Teles (filho), nos compridos andou algo irregular, nos curtos cresceu com o evoluir da lide e terminou com um bom ferro de “palmo”.

No capitulo das pegas, onde ambos os grupos aproveitaram para rodar rapaziada nova, abriu o Real de Moura, Luís Branquinho na primeira tentativa recebeu mal e saiu após o primeiro derrote, na segunda tentativa fez tudo bem, mandou, aguentou e reuniu com perfeição, o grupo fechou bem.

Pelo amadores de Beja a bater as palmas pela primeira vez a um toiro, Joaquim Carrasco, a jogar em casa a tarde não lhe saiu de feição, na primeira tentativa o toiro sai solto, para uma reunião dura em que o toiro derrota para o lado desfeiteando de imediato o forcado, na segunda tentativa voltou a não estar feliz, recuou um pouco descomposto e foi “despachado” antes da entrada do primeiro ajuda (Francisco Burguete) que estava em “su sitio”, este saiu inanimado da arena seguindo de imediato para o Hospital (o forcado recebeu alta ainda durante a noite e já se encontra em casa). Na terceira tentativa e já com o primeiro ajuda mais em curto, concretiza com o grupo a ajudar bem.

Para o terceiro da tarde novamente o Real de Moura, Gonçalo Malato pegou à segunda tentativa, com uma boa primeira ajuda de António Borges e com o grupo a fechar bem, na primeira tentativa esteve correcto na cara do toiro, mas não aguentou a reunião algo brusca do Canas de Vigouroux.

Para a segunda pega dos amadores de Beja, Vasco Palma, na primeira tentativa a reunião foi dura com o forcado a aguentar a investida do toiro, contudo não se conseguiu fechar convenientemente e acaba por sair por baixo, na segunda tentativa o forcado aguenta novamente a impetuosidade do toiro, mantendo-se desta vez na cara, até à entrada do grupo, que esteve bem a ajudar.

Para a última pega da tarde, uma formação repartida pelos dois grupos hoje em praça, na cara vestindo a jaqueta do Real de Moura Ismael Amador, após um cite com muita galhardia, o toiro sai com muita pata, o forcado reúne correctamente, fazendo uma viagem vistosa por cima, com o grupo bem a ajudar. Boa segunda ajuda de um elemento dos amadores de Beja, que meteu por completo “a carne em cima do assador”, mostrando assim o espírito de entreajuda que existe no forcado amador.

Dirigiu correctamente o Sr. Marco Gomes e abrilhantou o festival, a banda da Sociedade Filarmónica Fim de Século de Barrancos.

 

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