El País, dá estampa à maldição portuguesa com o Ministério da Cultura

O correspondente em Portugal do jornal El País escreveu um argucioso artigo que descreve a maldição do nosso Ministério da Cultura, agora protagonizada pela Ministra Graça Fonseca.

«Três ministros em três anos» assim começa o texto do El País que se debruça sobre o pelouro da Cultura na estrutura governativa portuguesa.

«Quiçá seja porque a cultura não importa muito ou quiçá porque a sua sede tenha um mau agoiro: o palácio (inacabado) da Ajuda» são as possíveis explicações que o autor encontra para o insucesso dos Ministros da Cultura nos últimos anos e que ainda não teve fim.

Desde João Soares, que através do facebook quis dar duas befetadas a dois colunistas críticos, e por não mais que isso abandonou o pelouro.

Seguiu-se Luís Castro Mendes que ocupou o lugar durante 30 meses. Acusado de ser demasiado discreto, saiu devido ao polémico modelo de apoio às artes que não conseguiu instituir.

Chegou a socióloga Graça Fonseca que se estreou no parlamento anunciando a redução do IVA para todos os espectáculos à excepção da tauromaquia, “por uma questão de civilização”.

Depois da tauromaquia, a nova ministra atacou a imprensa. Na viagem a Guadalajara (México) por ocasião da feira do livro, declarou que estava “óptima” porque estava há “quatro dias sem ler jornais portugueses”.

Javier Martín del Barrio, termina o artigo evocando as gafes do ministério da cultura, que “das poucas vezes que acertou foi quando errou”, reportando-se à nomeação de José António Pinto Ribeiro, que acabou por ser um bom Ministro da Cultura, pese embora o “mal entendido da sua nomeação”.

 

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