“É uma temporada especial para o Grupo”

A Tauronews esteve à conversa com Pedro Maria Gomes, cabo dos Forcados Amadores de Lisboa e desvenda-lhe alguns pormenores sobre o grupo e sobre a época que está quase a começar. 

O Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, comemora este ano as bodas de diamante, por isso, como não podia deixar de ser esta época de 2019 é mais importante do que nunca. A Tauronews esteve à conversa com Pedro Maria Gomes, cabo dos forcados que nos contou como estão a correr os preparativos para esta nova temporada. “Ao contrário do que é habitual, nesta fase da pré-época ainda só temos um treino realizado, mas posso adiantar que o segundo será no dia 09 de Março, na ganadaria Falé Filipe”, revela. E acrescenta: “No primeiro treino fiz questão que só estivessem presentes os elementos actuais, para que fosse possível dar a conhecer a todos alguns pontos da época 2019”.
Apesar do primeiro treino não ter sido aberto ao público, Pedro Maria avança que tem tido muitos contactos de jovens. “Sim, apesar de o primeiro treino não ter sido aberto a novos candidatos a forcado, temos inúmeros pedidos para que nos treinos seguintes possam aparecer”.
O grupo de Lisboa, que comemora 75 anos já tem “11 corridas confirmadas, mas deixo essa divulgação para mais tarde. Neste momento, revelo as datas já conhecidas e apresentadas pelas empresas, serão duas corridas no Campo Pequeno,a  16 de Maio e 27 de Setembro, e em Paio Pires no dia 7 de Abril”.

O Festival de Paio Pires vai ser uma das corridas onde vão pegar e “às portas de Lisboa, a Aldeia de Paio Pires é bastante aficionada e depois de todo o trabalho em reconstruir a praça local, merece que todos os aficionados marquem presença, contribuindo para isto o cartel, que é misto. Confesso que pegarmos em Paio Pires tem um significado especial, pois é uma terra que já deu e continua a dar vários Forcados ao Grupo”, revela.

Na opinião do cabo, este ano terão mais corridas que em 2018 pois “por agora já temos confirmadas o mesmo numero de corridas do ano passado, mas o nosso desejo era fazer mais algumas, pelas razões óbvias de querermos fazer mais corridas e porque é o ano de comemoração dos 75 anos de história e de fundação”, conta. E avança: “O número de corridas infelizmente não depende de nós, o que depende de nós é a entrega em praça e o comportamento enquanto elementos activos do Grupo. Estes são os valores/comportamentos que não abdico e talvez por isto, façamos poucas corridas, mas com a certeza de que somos contratados nunca por favores ou trocas, mas sim por amizade, admiração, mérito, categoria e pelo cachet mínimo exigido pela ANGF”.

Como não podia deixar de ser as “expectativas são muito grandes e optimistas. É uma temporada especial para o Grupo, mas também especial para toda a Tauromaquia, pois numa época em que vivemos ataques consecutivos de todo o lado, haver um interveniente que comemora 75 anos de história no ano 2019, é um motivo de orgulho, perseverança e de comemoração da parte de todos”, diz. E conta: “Relativamente ao Grupo, será com certeza uma época a nível artístico igual ou melhor às anteriores e que eleve o nome do Grupo. Vamos regressar a uma praça onde o Grupo perdeu a tradição (a seu tempo será dada a conhecer) e fechamos a temporada com uma corrida de 6 toiros no Campo Pequeno”.

Para o cabo do grupo “a Tauromaquia está com uma força enorme e o momento tem de ser aproveitado por todos, exemplo disto foi a força demonstrada no parlamento e o dia da Tauromaquia no Campo Pequeno”, diz com orgulho. Mas ao mesmo tempo avança: “Actualmente e felizmente que não são todos os empresários e Grupos de Forcados, existe uma forma de contratar e de ser contratado que desvaloriza o Forcado. Os vários agentes da Tauromaquia não podem olhar para o Forcado como aquele que encerra uma lide, têm de perceber que contratar ou ir ver o Grupo X não é o mesmo que ir ver o grupo Y”.

Dedicado ao grupo há muito tempo, Pedro Maria diz que: “Felizmente os melhores momentos são vários, mas destaco a corrida de mudança de Cabo e a corrida dos 70 anos do Grupo, que apesar de pessoalmente não me ter corrido bem, foi um momento inesquecível, porque para além de ter fardado ao meu lado vários elementos antigos, foi uma grande noite do Grupo”. Sobre os piores momentos que já passou, o cabo finaliza: “Para mim os piores momentos são sempre nas corridas em que há lesões, graças a Deus nunca houve nestes nove anos nenhuma lesão grave, mas existiram lesões que mudaram de forma temporária o dia-a-dia de cada um de nós”.

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