Crónica da 2ª Novilhada em Olivença (Sábado de manhã)

 

Toureiros:

Andy Younes

Juanito

-Antonio Medina

Ganadaria:

-Fernando Peña

 

A castiça praça de touros de Olivença registou meia entrada forte, contrariando o frio e manhã invernil que se fazia sentir no passado sábado, para assistir a um espetáculo bastante interessante, e com um aliciante especial para os aficionados portugueses, a participação do novilheiro e esperança lusa, Juanito.

Uma novilhada de Fernando Peña (de origem Nuñez e Torrestrella) bastante bem apresentada, forte, com hechuras de touros, nobre na sua generalidade.

Abriu praça um novilho nobre, embora cedo tenha revelado querenças nas tábuas, o novilheiro francês Andy Younes soube toureá-lo, procurando tapar-lhe as saídas e conseguiu “roubar-lhe” muletazos corretos por ambos os lados, matou à segunda entrada e cortou a primeira orelha da manhã.

No seu segundo, quarto da ordem, manteve-se a nobreza do astado mas prevaleceu a pouca força, menos transmissão nesta faena embora após estocada correta tenha havido ligeira petição de orelha, mais sonora que visual, deu volta ao ruedo, consensual.

Juanito desde o princípio que mostrou as suas intenções, saiu um segundo novilho-touro, que encontrou um toureiro mais assentado, com madurez e tranquilidade, de capote nas costas mostrou para o que vinha e o que queria, na faena de muleta, quando novilho e novilheiro se centraram conseguiu construir uma faena de inteligência, corrigindo os protestos na investida do novilho, e templando-lhe a investida. Matou ao segundo encontro e cortou justíssima orelha.

No quinto e seu segundo confirmou o que havia feito no primeiro, novilho forte e de melhor condição que os irmãos, Juanito esteve muito criativo com o capote, transmitindo ao público, na faena de muleta, calmo e plazeado, mostrou como se toureia com a mão esquerda, matou à primeira cortando a segunda orelha, com petição para duas, conseguindo a Porta Grande.

Antonio Medina fechava o cartel da segunda novilhada, tocando-lhe terceiro e sexto, cortou orelha ao seu primeiro, nobre mais uma vez, com prontidão, realçando os lances pela direita. Os arrimones no cair do pano acrescentaram o ponto emotivo à faena para poder cortar a primeira orelha.

O sexto deu-lhe mais trabalho, um novilho que rachou muito rápido, com investidas curtas e bruscas e falta de interesse, Medina teve que pôr tudo o que faltava, tirando água de poço seco, voltou a pôr-se em terrenos de compromisso para assim poder cortar orelha e acompanhar Juanito em ombros, pela Porta Grande de Olivença.

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