Chapu Apaolaza: “Há políticos que põem à frente das liberdades das pessoas os seus gostos pessoais”

O jornalista Chapu Apaolaza, porta-voz da Fundação Toiro de Lide, deu uma entrevista ao jornal El Mundo em que falou sobre a tauromaquia e o que de prejudicial tem sido dito sobre a Festa Taurina.

 

“Os toiros sempre foram rebeldia. Hoje em dia, ir aos toiros é ir contra o sistema, é ser punk, porque é estar contra esta visão da sociedade em que não há morte e em que tudo se pensa em função de um benefício”, afirmou o jornalista. Segundo Apaolaza, a perspectiva sobre a tauromaquia está tão enviesada que já foi associada à violência machista e à falta de cultura. “Depois saem os estudos e vê-se que quem vai aos toiros lê mais 20% do que a média.”

Questionado sobre o facto de haver menos pessoas a ir às touradas, o jornalista respondeu que isso tem acontecido em todos os espectáculos culturais, incluindo o cinema. Mas “isso não significa que o cinema seja absurdo ou não mereça existir”.

Chapu Apaolaza falou ainda sobre os animalistas, dizendo que é preciso questionar a coerência do debate. O jornalista afirma que é preciso questionar “se queremos uma sociedade em que o homem não se pode valer dos animais para seu prazer”, o que inclui não usar os animais para comer.

Politicamente, e imaginando um governo com o partido espanhol Podemos, o porta-voz da fundação não acredita que alguém ouse proibir as touradas, mas, sim, que crie tantos obstáculos que se tornem impraticáveis. “Há políticos que põem à frente das liberdades das pessoas os seus gostos pessoais. Bom, isso chama-se censura. Vivemos na disneylândia da censura.” Com isto, Apaolaza questiona a sociedade em que vivemos: se é uma sociedade de likes ou uma que aceita a diversidade de verdade.

O jornalista terminou a entrevista afirmando que este clima se alterará. “Os que proíbem os toiros são os que diziam que os homossexuais não podiam andar de mão dada na rua.”

 

 

 

 

Fotografia: Pureza y Emoción

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