António Núncio em destaque no regresso da Senhora D’ Aires

António Núncio em destaque no regresso da Senhora D’ Aires

  • 25 de setembro de 2022, Viana do Alentejo
  • Cavaleiros: Rui Salvador, António Núncio e Tristão Telles Queiroz
  • Forcados: Évora e São Manços
  • Ganadarias: Passanha e Calejo Pires
  • Direção de Maria Florindo assessorada por Carlos Santana
  • Praça Cheia!

 

Ó Virgem Senhora d’Aires
Está metida num deserto
Em chegando a mocidade
Me parece um céu aberto

Três anos depois regressou à bonita vila de Viana do Alentejo a Feira em honra de Nossa Senhora D’ Aires. Um público aficionado e entusiasta acorreu em força à praça de toiros móvel instalada junto ao bonito Santuário da Senhora D’ Aires.

Um cartel variado, com um maestro veterano, um cavaleiro da terra que recentemente recebeu a alternativa e um dos mais destacados cavaleiros praticantes do panorama nacional. Dois grupos de forcados do vizinho concelho de Évora e as ganadarias que venceram ex-aequo o Concurso de Ganadarias de Évora, em confronto de ganadarias.

Quanto aos toiros, os três primeiros pertenceram à Ganadaria Calejo Pires. Corretos de apresentação, tendo em conta a tipologia do tauródromo. Quanto ao comportamento destaque pela positiva para o primeiro da ordem, que cumpriu, sendo que se frenava no momento do ferro e após o mesmo. Os dois restantes foram mais reservados, agarrados ao solo e não ofereceram facilidades aos cavaleiros que os lidaram. Os de Passanha, lidados na segunda parte do festejo, estavam também eles corretos de apresentação, exceção feita para o primeiro dos três. Quanto ao comportamento, faltou-lhes transmissão e força. Nobres na generalidade, acabaram por servir.

 

Abriu praça o cavaleiro Rui Salvador que esteve em bom plano em ambos os toiros que lidou, especialmente na brega que realizou em ambos os toiros. Na sua primeira lide, abriu a função com dois bons ferros compridos. Nos curtos, a brega foi a chave de uma lide templada e de bons momentos. Quanto à ferragem, resultou pouco emocionante, dada a fraca resposta no momento do ferro. Melhor resultou a ferragem da sua segunda atuação, estando o cavaleiro em muito bom plano na fase de curtos. Bons ferros e bons momentos de brega.

António Núncio estava a jogar em casa e isso notou-se na conexão e no carinho do público. O cavaleiro das Alcáçovas esteve em bom plano, especialmente no segundo toiro que lidou. No seu primeiro, a lide resultou em tom regular, com boas cravagens. No seu segundo, realizou a melhor lide da corrida. Depois de dois compridos deixados de forma correta, a lide subiu de tom na ferragem curta e chegou com força às bancadas. Entrou de frente com o toiro e cravou uma extraordinária série de ferros curtos, resultando as reuniões ao estribo. Grande lide do mais recente cavaleiro de alternativa português.

O cavaleiro praticante Tristão Telles Queiroz sorteou o pior lote da corrida e esta não foi certamente a tarde sonhada. Ambas as lides foram intermitentes e pautadas por alguma irregularidade. No que encerrou a primeira parte do festejo consentiu alguns toques nas montadas, o que tirou algum brilho à atuação. No último da corrida, andou mais uma vez uns furos abaixo do seu real valor, deixando, no entanto, um grande ferro curto, o quarto da série, um dos melhores da tarde. Terminou em bom plano com a cravagem de um ferro em sorte de violino e um ferro de palmo.

 

No capítulo das jaquetas de ramagens estiveram em praça os dois grupos de forcados do concelho de Évora: Amadores de Évora e Amadores de São Manços.

A tarde para os Amadores de Évora não foi redonda como desejado. Abriu praça António Prazeres que por duas vezes tentou consumar a pega, sendo dobrado por João Cristóvão que só à quinta consumou a pega. José Vasconcellos consumou à quarta depois de nas duas rijas primeiras tentativas não conseguir suportar os derrotes do toiro. Fechou a atuação dos Amadores de Évora Tomás Dias que consumou com correção à segunda tentativa.

Os Amadores de São Manços estiveram em bom plano, abrindo praça Roberto Torres que consumou uma excelente pega à primeira tentativa. Diogo Coutinho fechou-se com muita correção também à primeira tentativa. Fechou a corrida João Amador que pegou ao terceiro intento, depois de não se conseguir fechar nos dois primeiros encontros.

Dirigiu a corrida Maria Florindo assessorada pelo médico-veterinário Dr. Carlos Santana.

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