A Temporada 2022 em Portugal em números

A Protoiro emitiu um balanço estatístico no qual analisa em números a temporada 2022.

O primeiro dado de importante realce vai para o facto de se terem realizado 191 espetáculos tauromáquicos, mais 70 que os realizados em 2021, sendo que quando a número de espetadores o aumento face ao ano anterior foi de 105%, o que significa que em 2022 o número de espetados duplicou, aproximadamente, comparativamente com o ano anterior.

A média do número de espetadores por espetáculo sofreu também um considerável aumento de 35,7% em relação a 2021, embora os espetadores tenham continuado a ser discriminados pelo IVA que se manteve mais um ano nos 23%.

Também em 2022, o número de exportações de reses bravas subiu substancialmente. Foram exportadas para Espanha e França 456 reses bravas, num aumento de 143% face às 187 exportadas no ano anterior. Pelo contrário, apenas 13 reses foram importadas do país vizinho na temporada 2022.

Para o presidente da Protoiro, Diogo Durão, “o ano de 2022 mostrou uma grande resiliência do setor tauromáquico e, terminadas as limitações na realização de espectáculos, registou-se um grande crescimento no número de espectáculo e de público, que voltou a acorrer em massa às corridas de toiros, o que mostra bem o apego dos portugueses à cultura tauromáquica”.

No que ao escalafón diz respeito, Marcos Bastinhas, com 45 atuações, foi líder destacado na categoria de cavaleiros profissionais, seguido de Luís Rouxinol e João Salgueiro da Costa com 27 atuações e Luís Rouxinol Jr. com 24 atuações, contabilizando apenas as aparições em terras lusas.

No que aos matadores diz respeito, João Silva “Juanito” e Joaquim Ribeiro “Cuqui”, com seis atuações, lideraram o escalafón, seguidos de Manuel Dias Gomes com quatro atuações e António João Ferreira e João Diogo Fera que participaram em três espetáculos.

Os Amadores de Vila Franca foi o grupo que mais atuou, 24 espetáculos, seguidos de Montemor e Ribatejo, com 18 aparições e Évora, São Manços e Real de Moura, com 17 atuações.

A Palha Blanco, em Vila Franca de Xira, foi a praça que mais vezes abriu as suas portas nesta temporada, dando também grande importância à promoção de novos valores, com a realização de um considerável número de novilhadas.

No que aos jovens diz respeito, no escalafón de cavaleiros praticantes surge na linha da frente o nome de António Ribeiro Telles filho, com 21 atuações, seguido de Tristão Ribeiro Telles, com 20 aparições e Paco Velásquez com 13 atuações.

Diogo Peseiro foi o novilheiro que mais atuou em terras lusas, contabilizando 2 atuações.

No que aos homens de prata concerne, surge na liderança o nome de Duarte Alegrete, com 58 atuações, seguido de Pedro Paulino “China”, com 54 presenças e Diogo Malafaia com 52.

Nos praticantes, o pódio é composto por Miguel Maltinha, Fernando Fetal e Francisco Honrado.

Nuno Pardal, Presidente da Associação Nacional de Toureiros, refere que “Neste ano pós pandémico temos de enaltecer a resiliência dos artistas tauromáquicos que tanto sofreram com a paragem forçada. O ano de 2022 aproximou-se da normalidade e os toureiros, finalmente, puderam superar as dificuldades e criar a sua arte, sem condicionantes”.

Por sua vez, Ricardo Levesinho, presidente da APET, considera que “Foi um ano muito intenso com um número de espectáculos muito próximo ao período antes do Covid que na altura contemplava temporadas normais em Albufeira e Lisboa. A infeliz redução nessas praças foi absorvida por aumentos de espectáculos espalhados pelo país o que é um óptimo sinal. Evidenciou-se uma excelente procura pelos espectáculos de qualidade e de reconhecida importância o que demonstra um grande interesse por parte do publico e aficionados, mas que continuam a ser discriminados com uma taxa de 23% de IVA”.

João Santos Andrade, presidente da APCTL, destaca o facto de “a temporada de 2022 registar um desempenho muito positivo nos resultados de venda e exportação das ganadarias face a 2021, a caminho dos valores pré-pandemia.”

Luís Capucha, presidente da Associação das Tertúlias Tauromáquicas de Portugal, confirma o tom positivo, dizendo que foi “Uma temporada de recuperação, com os aficionados a dizerem “presentes”, o que mostra a forte adesão dos portugueses à tauromaquia, como expressão única da cultura portuguesa”.

Para o representante da União das Misericórdias Armando Jorge Carvalho, o desempenho do setor nesta temporada “é uma boa notícia para as Misericórdias proprietárias das Praça de toiros que puderam estabilizar as receitas oriundas dos arrendamentos à tauromaquia para benefício das suas obras sociais, promovendo a cultura portuguesa e dignificando o sector social em Portugal.”

No que a ganadarias diz respeito, a liderança do escalafón vai para as divisas Passanha, Palha e Murteira Grave, sendo que lideram o número de exportações os ferros de Santa Teresa, Guiomar Cortes de Moura e Nuñez de Tarifa.

Em 2022 registaram-se duas alternativas de cavaleiros tauromáquicos: Joaquim Brito Paes a 21 de julho no Campo Pequeno e António Núncio a 15 de agosto em Reguengos de Monsaraz.

Já nos homens de prata, ascenderam à categoria de profissional Miguel Maltinha e à de praticante Francisco Honrado, Rodrigo Recarita, Diogo Fernandes, Mariano dos Santos e Guilherme Cruz.

Nota final negativa para o facto de mais um ano a RTP não ter transmitido qualquer espetáculo tauromáquico, reiterando a tendência já verificada em 2021.

No que diz respeito às tauromaquias populares, realizaram-se cerca de 2000 espetáculos, indicador positivo da vitalidade dos mesmos.

Artigos Similares

Destaques