A vida é breve, mas pode ser rica em risos, descobertas e conexões. A forma como a escolhemos viver faz toda a diferença. Conheço uma jovem mulher de mentalidade bastante estreita. Tudo o que foge à sua zona de conforto a incomoda: desde decorações que não se ajustam ao seu gosto, a tendências de moda que não aprecia, até crenças e hábitos distintos dos seus. A sua atitude desdenhosa é quase constante. Com o passar do tempo, o julgamento e a rejeição transformam-na em alguém rígido, envelhecendo antes da hora.
Em contrapartida, conheço uma senhora de 88 anos que vive a vida ao máximo. Ela ri de forma contagiante e aproxima-se espontaneamente de cada pessoa que encontra. Com quase nove décadas de vivências, a sua curiosidade mantém-se tão viva como nos seus primeiros dias. Experimenta novos pratos, viaja pelo mundo e dedica frequentemente os seus dias a ajudar os sem-abrigo nos seus acampamentos.
Igualmente, já cruzei com pessoas que rejeitam tudo o que sai da sua rotina ou dos seus gostos pessoais. Criticam e diminuem aquilo que é diferente, fechando-se e tornando-se amargas. Esta visão limitada e o desprezo constante envelhecem o seu espírito antes mesmo que seus corpos comecem a dar sinais de idade.
Assim, qual é o verdadeiro segredo para viver mais e ser feliz? Como essa senhora, **nutrir a alegria, a curiosidade e a abertura para com os outros** é essencial. A ciência corrobora estas observações. Por exemplo, uma estudo da Universidade de Yale demonstrou que pessoas com uma visão positiva do envelhecimento vivem, em média, 7,5 anos mais do que aquelas que a encaram de forma negativa. Outras investigações, como uma publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, revelaram que aqueles que têm um propósito claro na vida apresentam um risco de mortalidade significativamente inferior.
Finalmente, uma investigação da Harvard T.H. Chan School of Public Health demonstrou que pessoas otimistas tendem a viver mais do que as pessimistas.
Se deseja aproveitar a vida ao máximo, adote estes princípios: **ri, descubra, questione, aceite as diferenças** e não tenha receio de tentar novas experiências. Participe, desafie os seus limites e, sobretudo, mantenha uma atitude leve perante as dificuldades. A alegria, a curiosidade e o otimismo são o verdadeiro segredo para uma vida longa e gratificante.
Uma mulher de 88 anos partilha que estas 5 hábitos são o segredo da sua longevidade, e a ciência dá-lhe razão:
1. Refletir antes de falar

O que vai dizer é verdadeiro? É necessário? É benevolente? Se utiliza frequentemente as redes sociais, verifique as suas informações antes de partilhar. Snopes.com é uma excelente ferramenta para isso.
Não se esqueça que nem todas as publicações motivacionais ou citações inspiradoras que confortam a sua opinião são necessariamente corretas. **Aprofunde as suas pesquisas. Seja curioso.** Mergulhe no assunto e descubra novas informações.
Um estudo longitudinal de Baltimore sobre o envelhecimento, realizado pelos NIH, acompanhou 2.000 pessoas durante mais de cinquenta anos. Revelou que indivíduos psicologicamente estáveis, capazes de controlar as suas reações e evitar a negatividade crónica, vivem em média três anos mais do que aqueles que enfrentam ansiedade ou estados emocionais negativos. **Pensar antes de reagir é realmente benéfico para a saúde.**
2. Procurar o positivo

Para que se irritar e afirmar “Ah, estes jovens de hoje!” apenas porque a última moda musical, a dança, a forma de humor ou as cabeleiras não são do seu agrado? **Relaxe e abra a sua mente.**
Primeiro, não precisa de opinar sobre tudo. Segundo, algumas destas modas passageiras podem vir a ser divertidas mais tarde. Aproveite-as.
Por último, tente encontrar algo positivo no que à primeira vista o incomoda. **Descobrirá sempre algo apreciável se investigar mais a fundo.**
Estudos demonstraram que uma mente aberta reduz a resposta ao stress no cérebro, afastando-o da luta ou fuga que a negatividade provoca.
Até pequenos gestos de abertura, como encontrar um aspecto positivo numa situação ou abordar alguém com curiosidade, mostraram ser eficazes para diminuir as hormonas do stress e melhorar o humor e o sistema imunológico.
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3. Conversar com pessoas fora do seu círculo habitual

Ainda os mais jovens podem ensiná-lo. Quer iniciar um diálogo? Pergunte a um jovem qual o seu jogo ou aplicação preferido.
Ficará surpreendido com tudo o que tem para descobrir. A tecnologia é um ótimo meio de comunicação entre gerações.
Mas pode ir mais longe. Pergunte sobre os seus estudos, a atualidade e as suas paixões. **Descobrirá muito sobre o que pode aprender e a sua própria evolução.**
Aprender novas competências, interagir com pessoas diferentes e sair regularmente da sua rotina ajuda a manter a acuidade cerebral, e os benefícios são ainda mais significativos quanto mais cedo se começa.
Segundo um estudo dos NIH, iniciar conversa com uma pessoa de outra geração é uma das práticas mais subestimadas para a saúde cognitiva a longo prazo.
4. Descobrir novas músicas

Ampliar os seus horizontes musicais é, sem dúvida, uma excelente forma de se manter jovem e atualizado. E uma nova música sempre levanta o ânimo!
Investigadores da Universidade Johns Hopkins sublinham que a nova música estimula o cérebro de uma forma que a música familiar não consegue.
De facto, a novidade requer que o cérebro faça um esforço elevado para processar a informação sonora, o que é benéfico para a saúde cognitiva.
5. Tentar coisas que dão um pouco de medo

Assista a um documentário, faça trabalho voluntário por uma boa causa, experimente uma nova atividade física, leia um jornal diferente e socialize intencionalmente com pessoas que têm opiniões diversas das suas. Não gosta de um candidato político? Tome um café com um dos seus apoiantes.
Não importa com quem converse, procure não expressar a sua opinião. Limite-se a escutar e tente compreender as preocupações do seu interlocutor. Nem tudo gira à sua volta. A propósito, certo dia, assisti a uma cena num debate televisivo que me marcou profundamente.
Uma mulher na casa dos cinquenta foi questionada sobre um tema que não dominava. Ao invés de tentar entender, ela exaltou-se e exclamou desinteressadamente: “Tudo o que não compreendo me incomoda!” Francamente… quem deseja envelhecer assim? Com a mente e a alma ressecadas?
Um espírito aberto está sempre correlacionado a um **maior bem-estar emocional, maior satisfação na vida e diminuição do estresse e da ansiedade**. A pesquisa de 2022 ressalta que vidas com curiosidade parecem ser mais longas e intensas, pois as novas experiências expandem a nossa percepção do tempo de uma forma que a rotina não pode igualar.
O segredo para uma vida mais longa e feliz reside numa atitude de abertura e curiosidade. **Não deixe que uma mentalidade que vê o diferente como algo negativo o faça envelhecer precocemente.** Há tanto para viver e rir!
Última reflexão

Na essência, a longevidade não se determina apenas pelo que fazemos, mas também pela forma como escolhemos ver o mundo.
Manter a curiosidade, estar aberto aos outros e aceitar a mudança com leveza não só permite viver mais, mas também viver melhor.
Envelhecer é inevitável, mas fechar-se, endurecer-se e deixar de aprender não é. Cada dia é uma oportunidade de se deslumbrar, descobrir e crescer. **Portanto, escolha uma vida rica, vibrante e voltada para os outros.**
Este artigo é apresentado apenas para informação e reflexão. Não constitui, de forma alguma, um parecer médico, psicológico ou profissional. As noções aqui expostas baseiam-se em pesquisas publicadas, bem como em observações editoriais e não resultam de uma avaliação clínica. Para a sua situação em particular, consulte um profissional qualificado.




